CNA e Mapa debatem exportações de grãos para China

    Protocolos são necessários para Brasil vender o "quanto antes" itens como milho e farejo de soja

    Por |
    Reuniu falou sobre protocolos de exportação de grãos e subprodutos do Brasil para a China. (Foto: CNA)

    Reuniu falou sobre protocolos de exportação de grãos e subprodutos do Brasil para a China. (Foto: CNA)

    09deAgostode2022ás10:34

    Os protocolos de exportação de grãos e subprodutos do Brasil para a China pautaram reunião realizada ontem (dia 8) entre representantes da Confederação Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

    O assunto está em alta e vem agitando o mercado nacional diante da possibilidade de ampliação dos negócios com o governo chinês.

    Nos últimos dias, a China liberou o Brasil das normas de exportações em 2022 para garantir a compra do milho ainda este ano.

    Também o ministro Marcos Montes, do Mapa, disse acreditar que, em dois meses,  o país estará autorizado a exportar farejo de soja para a China.

    “O Brasil tem se tornado um fornecedor confiável no mercado mundial”, destacou Ricardo Aroili, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA.

    Para ele, entretanto, trata-se de uma “posição que precisa ser consolidada em tempos de tensões geopolíticas e crises de abastecimento”.

    Além de Aroili, estiveram na reunião o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira; o assessor especial Jean Taruhn e a assessora técnica da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Guo Ruofan, ambos do Mapa. 

    Brasil e China

    Durante a VI reunião plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada em maio, representantes dos dois países anunciaram a conclusão das negociações para o início de exportações brasileiras de milho e amendoim para o mercado chinês.

    Na ocasião, também foram firmados os planos de assinatura dos protocolos relativos às exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, sorgo e gergelim.

    Jean Taruhn, que participou ativamente das negociações dos protocolos, mencionou que há alguns anos o Ministério trabalha para ampliar o potencial de negociação do agronegócio brasileiro.

    Foi feita primeiro a priorização de culturas de segunda safra, como amendoim, sorgo e gergelim, que o Brasil tem capacidade de produzir em volume demandado pelos chineses.

    Segundo ele, a China importa cerca de US$ 1 bilhão de cada um desses produtos.

    Ainda na reunião de ontem, ele explicou que a demanda do mercado chinês é crescente, mas não para os mesmos produtos. A manutenção das exportações de produtos já consolidados entre os dois países, como a soja, é prioridade para o Mapa, mas a diversificação desses produtos exportados surge como uma estratégia de longo prazo.

    Temas nesta notícia