Alckmin discute salvaguardas à carne bovina com vice-presidente chinês

    Conversa telefônica abordou temas da agenda comercial e investimentos entre os países

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    (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

    (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

    28deJaneirode2026ás14:27

    O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, manifestou preocupação com as salvaguardas aplicadas pela China às importações de carne bovina durante conversa telefônica com o vice-presidente da República Popular da China, Han Zheng.

    O diálogo ocorreu nesta quarta-feira (28) e durou cerca de 30 minutos, segundo informações do Palácio do Planalto.

    Desde 1º de janeiro, estão em vigor salvaguardas chinesas sobre as importações de carne bovina, medida que afeta produtos do Brasil e de outros grandes exportadores, como Austrália e Estados Unidos. 

    A política tem validade prevista de três anos. No caso brasileiro, a estimativa inicial é a aplicação de uma sobretaxa de 55% sobre volumes que ultrapassarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas.

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    As salvaguardas são instrumentos de defesa comercial utilizados em situações específicas, geralmente com o objetivo de proteger setores sensíveis da economia doméstica frente ao aumento das importações.

    Relevância da pecuária para o Brasil

    Durante a conversa, Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressaltou a relevância da pecuária para a economia brasileira e destacou a importância do tema para o governo federal. 

    O vice-presidente exerce interinamente a Presidência da República em razão da viagem do  presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

    Segundo o Planalto, os dois líderes também discutiram temas mais amplos da agenda bilateral e coincidiram quanto ao bom momento das relações entre Brasil e China.

    Comércio bilateral e investimentos

    Alckmin e Han Zheng destacaram o crescimento de 8,2% da corrente de comércio bilateral em 2025, que alcançou um novo recorde anual de US$ 171 bilhões. Ambos reafirmaram o compromisso de manter o diálogo com vistas à ampliação e à diversificação das relações comerciais entre os dois países.

    A conversa incluiu ainda a discussão de oportunidades de investimentos, com destaque para áreas estratégicas como infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade.

    Ao final do diálogo, o presidente em exercício convidou o vice-presidente chinês a visitar o Brasil durante a próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), em data ainda a ser definida.

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