Mapa recalcula VBP da agropecuária em R$ 1,22 trilhão
Valor, entretanto, é menor do que a projeção de junho, que foi de R$ 1,241 trilhão
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Algodão apresenta aumento real do VBP de 39,2%. (Foto: Mapa)
A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta segunda (dia 15) que a estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) do agro, para 2022, de R$ 1,220 trilhão.
O novo cálculo baseia-se nas projeções de safras divulgadas semana passada pela Conab e pelo IBGE.
O número indica crescimento de 0,3% acima na comparação com 2021, que fechou em R$ 1,217 trilhão.
Mas é menor do que a projeção de junho, de R$ 1,241 trilhão. Após desempenho de julho, as lavouras tiveram um acréscimo de valor de 3,0% e a pecuária, contração de -5,5%, comparados com 2021.
Em nota, a Secretaria justifica que: "O decréscimo do faturamento da soja devido à queda de produção e a retração das principais atividades da pecuária são os principais fatores afetando negativamente o VBP deste ano.”
“Somadas, as reduções de faturamento da soja e da pecuária resultam em um decréscimo de R$ 64 bilhões a preços de 2022. Mas em geral, este ano é de bom desempenho para a agropecuária", completa o texto.
Segundo o Mapa, a projeção de contração ocorreu em todas atividades relacionadas a bovinos, frangos e suínos. As exceções são para leite e ovos, que apresentam melhores resultados.

Lavouras em alta
Com projeções recordes, as lavouras contribuem para elevar o desempenho do VBP. Segundo o Mapa, destacam-se, até o momento, as culturas do trigo, com aumento real do VBP de 39,8%, do algodão, com alta de 39,2%; e do café, que subiu 35,8%.
Também apresentaram alta nos preços as lavouras de tomate (de 30%), de batata inglesa (18,4%), banana (12,5%); cana-de-açúcar (10,2%) e feijão (10,1%).
Já na relação do desempenho das regiões, Centro-Oeste tem o maior VBP, somando R$ 410,62 bilhões; seguida pelo Sudeste (R$ 305,5 bilhões), Sul R$ (R$ 284,8 bilhões), Nordeste (R$ 115,99 bilhões) e Norte (R$ 76,56 bilhões).
Entre os estados, os cinco primeiros são Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.