Cotação do trigo acumula queda de 19,6% desde junho
Movimentos de baixa ocorrem por expectativa de safra e demanda enfraquecida
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Movimento de baixa é influenciado pela colheita da nova safra e pela demanda enfraquecida por parte de moinhos. (foto - CNA)
Os preços do trigo seguem em baixa no Brasil há pelo menos dois meses, sobretudo no mercado de balcão (valor recebido pelo produtor).
Prova disso é que, em 30 de junho, as cotações atingiram patamar recorde de R$ 2.211,39 e ontem fecharam a R$ 1.800,94, uma queda acumulada de 19,6%.
Segundo o Cepea, entre 29 de agosto e 5 de setembro, o preço médio do trigo no Paraná recuou 5,8%. No Rio Grande do Sul, a baixa foi de 2,5% no mesmo período, passando para R$ 1.814,27/tonelada.
Segundo os pesquisadores, o movimento de baixa é influenciado pela colheita da nova safra e pela demanda enfraquecida por parte de moinhos, que estão com a moagem em ritmo mais lento.
Estes agentes compradores estão no aguardo de novas reduções nos valores do cereal, fundamentados na proximidade da intensificação da colheita. Por enquanto, as atividades de campo estão no início no Paraná e ainda não foram iniciadas no Rio Grande do Sul. Assim, as negociações estão ocorrendo de forma pontual.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo retomou os negócios com preços mistos. Após o feriado nos Estados Unidos, as cotações apresentam bastante volatilidade.
A alta é sustentada pela continuidade do movimento de compras de barganha e cobertura de posições deflagrado na sexta-feira, porém limitada, segundo a Reuters, por chuvas benéficas ao plantio de trigo de interno nos Estados Unidos.
Exportação da Rússia
O ministério do abastecimento do Egito disse que o país concordou em receber 63 mil toneladas de trigo importado "sob responsabilidade dos fornecedores russos". O país africano busca diversificar as origens do produto devido aos altos preços e à interrupção da oferta pelo Mar Negro desde o início da guerra. As informações são da Agência Reuters.