Brasil amplia em 87% importação de maçãs frescas, diz HF/Cepea

    Baixa oferta nacional abriu mercado para países vizinhos como Chile e Argentina

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    Valor gasto entre janeiro e agosto é de US$ 57 milhões. (Foto: Sistema Senar/CNA)

    Valor gasto entre janeiro e agosto é de US$ 57 milhões. (Foto: Sistema Senar/CNA)

    08deSetembrode2022ás17:36

    As importações de maçãs frescas subiram em receita 87% somente nos oito primeiros meses 2022. A informação é da equipe Hortifrúti Brasil, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). 

    O estudo, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostra que o valor gasto entre janeiro e agosto foi de US$ 57 milhões, o que equivale ao crescimento de 87% frente ao mesmo período do ano passado.

    Trata-se do terceiro maior valor de importação da série histórica da Secretaria, que começou em 1997. Além disso, segundo o time do HF Brasil, os resultados garantiram um déficit de quase US$ 32 milhões na balança comercial do período.

    Baixa oferta nacional

    Ainda de acordo com agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, a explicação está relacionada com à baixa oferta nacional de maçãs, devido à quebra da safra 2021/22, e causada sobretudo pelos entraves climáticos.

    “A seca no verão, período de enchimento dos frutos, foi um dos grandes empecilhos. Assim, mesmo com a fruta importada cara, devido à taxa de câmbio, ainda foi viável sua entrada no mercado interno”, diz o HF BRasil. 

    Principais fornecedores

    Os países vizinhos, como Chile, Argentina e Uruguai, aproveitaram as oportunidades no mercado brasileiro e foram responsáveis pelo fornecimento de 72%, 19% e 4% do volume total importado, respectivamente, segundo a Secex. 

    “Destaca-se que houve um aumento considerável da entrada da maçã chilena, que conseguiu superar a argentina, primeira colocada do ano passado.” 

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