Conab: menor oferta eleva preços de hortaliças e frutas em setembro

    Comercialização recuou 7,8% nas hortaliças e 4,3% nas frutas

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    No caso das frutas, a banana teve alta de 15,08%. (foto - arquivo Agência Brasil)

    No caso das frutas, a banana teve alta de 15,08%. (foto - arquivo Agência Brasil)

    18deOutubrode2022ás15:55

    A menor oferta de hortifrutis nos principais mercados atacadistas do Brasil influenciou a alta de preços de importantes produtos em setembro. Entre as hortaliças, somente a batata aumento 18,49% em setembro, comparado com agosto. No caso das frutas, a banana teve alta de 15,08%.

    As informações são do 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado hoje (dia 18), em Brasília, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Outros aumentos foram observados na cenoura, cebola, laranja, maçã e mamão, comercializados em 13 centrais de abastecimento (Ceasas) do país.

    Segundo o órgão, os preços da batata vinham em queda desde maio deste ano, pois os mercados estavam abastecidos com a safra de inverno.

    A nova alta é atribuída a uma menor oferta em Minas Gerais e em São Paulo. “Os envios por parte de São Paulo diminuíram 8% e de Minas quase 30%. Em termos nacionais, a movimentação nas Ceasas, em setembro, caiu quase 10%, com a desaceleração da safra de inverno”, explicou o boletim.

    Outro fator para a menor oferta da batata, sentida mais significativamente na metade de setembro, foi o mau tempo (chuvas mais intensas) nos estados produtores, o que atrapalhou a colheita.

    O maior aumento de preços foi registrado na Ceasa de Brasília  (71,54%).

    Houve altas também nas Ceasas que abastecem Vitória (ES) (32,96%) e Rio de Janeiro (31,98%).

    Banana em alta

    Já o aumento de preços da banana (principalmente da nanica) veio junto à diminuição da produção em várias microrregiões como nanica e prata em Registro (SP), prata, no norte de Minas Gerais, e nanica no norte de Santa Catarina.

    Nos preços, o destaque ficou por conta das altas na Ceasa, de Goiás (23,84%), Ceasa, do Paráná, (29,77%) e Ceasa, do Espírito Santo (24,5%).

    Segundo a Conab, as vendas externas da fruta, até setembro de 2022, tiveram um volume de 69,95 mil toneladas, número inferior 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A comercialização total, em quantidade, considerando todos os produtos que compõem o grupo hortaliças nas Ceasas analisadas, teve queda de 7,8% em setembro, em relação a agosto, e aumento de 3,1% em relação a setembro de 2021.

    Entre as frutas, no mês passado, houve queda de 4,3% na comercialização em relação a agosto e redução de 6,1% na comparação com setembro do ano passado.

    Hortaliças

    Cinco hortaliças foram analisadas no boletim da Conab: alface, batata, cebola, cenoura e tomate.

    Assim como para a batata, o clima também trouxe impacto para a oferta de cenoura no atacado. “As chuvas frequentes dificultam a colheita, além de, muitas vezes, comprometer a qualidade da raiz”, informou a Conab. Destaque para Minas Gerais, mais precisamente no município de São Gotardo, região que abastece vários estados no país.

    Apesar da alta na maioria dos mercados, os preços da cenoura continuam em baixos patamares.

    Após o pico em março, os preços caíram até atingir, em agosto, o mais baixo nível do ano. O preço médio em setembro teve aumento de 5,28%, provocado pela queda na oferta, de 11% e 25% em Goiás, respectivamente.

    Para a cebola, os preços subiram mesmo com a pulverização da oferta do produto pelos estados, aumentando em média 7,77% no mês passado. Já entre as hortaliças houve queda apenas nos preços da alface, de 11,26%.

    Frutas

    As frutas examinadas pela Conab foram banana, laranja, maçã, mamão e melancia. Apenas a melancia teve tendência de baixa nos preços, mesmo com a maior comercialização da fruta no último mês. A queda foi de 19,47%.

    “Já alta na laranja é influenciada pela absorção da fruta pelas indústrias produtoras de suco, movimento fundamental para que a oferta se mantivesse controlada, uma vez que a demanda se mostra em ritmo mais lento”, garantiu a Conab.

    No mês passado, o preço médio da fruta subiu 2,7%. Segundo o órgão, a temperatura mais baixa no primeiro terço do mês passado está entre os motivos que explicam a menor procura pela fruta.

    O boletim está disponível na íntegra no site da Conab.

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