COP27: Prêmio Nobel elogia agricultura brasileira
Indiano Rattan Lal defende que País compartilhe conhecimento agrícola com a África
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No Egito, edição de 2022 reúne lideranças na discussão de mudanças climáticas. (foto - Agência Brasil)
Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007, o cientista indiano Rattan Lal disse nesta quarta (dia 16), durante visita ao estande do Brasil na 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP27), que a agricultura brasileira é “uma história de sucesso.”
Professor Universitário de Ciência do Solo e diretor do Centro de Gerenciamento e Sequestro de Baixo Carbono da Universidade Estadual de Ohio, Lal destacou a importância do Brasil para segurança alimentar.![]()
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“Posso dizer que o processo de conservação na agricultura brasileira foi feito de uma maneira muito apropriada”, disse o indiano, durante painel com o tema Segurança Alimentar e Paz.
Rattan Lal falou sobre a primeira visita que fez ao Brasil, em 1975, e disse que, desde então, tem mantido relação próxima como país. “Testemunhei um milagre acontecendo no Brasil devido à excelência na ciência, à transformação da ciência em realidade e às boas políticas.”
“A ciência brasileira e suas informações são muito boas. Tenho muito orgulho, porque muitos dos meus estudantes são brasileiros”, acrescentou.
Durante a apresentação, o Nobel da Paz falou sobre técnicas e cuidados com o manejo sustentável do solo, fertilizantes, e sobre uso racional da água.
Ele lembrou que 70% de toda a água utilizada pela população mundial tem como destino a agricultura.
Segurança alimentar é desafio global
Para Rattan Lal, o principal desafio global é o de garantir a segurança alimentar, a ser obtida por meio de uma produção que resulte em mais alimentos, fazendo uso de menores porções de terra, água e fertilizantes.
Na avaliação do especialista, o Brasil ocupa lugar de destaque na produção de alimentos, com alto nível científico nas questões de uso do solo e conhecimento aplicado à agricultura.
A expectativa, segundo ele, é compartilhar esse conhecimento com a África.
“A revolução verde ainda não aconteceu lá e as colheitas são muito baixas. Se conseguirmos essa cooperação entre Brasil e os países da África Subsaariana, isso iria trazer uma revolução para a agricultura africana”, disse.
“Eles têm recursos naturais no que diz respeito à terra, água, chuva, clima e ecossistema. É só uma questão de vontade política para traduzir ciência em ação. Eu acho que o Brasil pode ajudar com essas políticas na África”