Peru abre mercado para a carne suína brasileira, diz ABPA
País andino mais que dobrou a importação do produto desde 2013
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Consumo per capita de carne suína cresceu 165,6% entre 2011 e 2019 no Peru. (foto - ilustrativa)
As autoridades sanitárias do Peru aprovaram o primeiro estabelecimento brasileiro para a exportação de carne suína ao país andino na última semana de 2022.
A autorização é o passo final para o início das vendas do produto brasileiro para o Peru, que já havia aberto as suas portas para o setor do Brasil com a definição em 2021 de um Certificado Sanitário Internacional (CSI).
A habilitação para as exportações ao país sul-americano é efetivada após a conclusão do processo de habilitação individual dos estabelecimentos – no caso da unidade produtora habilitada, localizada no Acre (estado limítrofe com o Peru), foi concluído após longa negociação entre os dois países.
“Este é um importante passo para a internacionalização da região no fornecimento de produtos suinícolas, graças ao forte empenho do Ministério da Agricultura, em especial de sua adidância, e da Embaixada Brasileira em Lima”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Segundo ele, é esperado que o fluxo de comércio se inicie já neste primeiro semestre de 2023 e o Brasil deverá atuar de maneira complementar e respeitando a produção local.
Consumo crescente no Peru
Em 2019, o consumo per capita de carne suína no Peru atingiu 8,5 kg/ano (contra 51 kg de aves), 10,4% a mais que no ano anterior. Este é um nível baixo, mas também significa 165,6% a mais do que em 2011.
O aumento do consumo está diretamente relacionado à melhoria da economia peruana. Além disso, de acordo com o Conselho Comercial Dinamarquês, o consumo de carne suína chegará a 11,7 quilos per capita em 2025 entre os peruanos.
Com isso, as importações cresceram 107,8% desde 2013, quando o país importou pela primeira vez carne suína. De acordo com os últimos dados disponíveis, o Peru importou 7.100 mil toneladas em 2020.
Segundo o (Ministério da Agricultura do Peru), desde 2014, a produção aumentou 25,4%, passando de 180.500 toneladas para 226.500 toneladas em 2020.
A Associação Peruana de Suinocultores estima que existam 600.000 produtores de carne suína no Peru. Destes produtores, 76% produzem para o seu próprio sustento, o que corresponde a 48.000 toneladas de carne suína de 150.000 porcas.
Da mesma forma, a associação conta com 12.000 toneladas em modelo de pecuária semi-intensiva, o equivalente a 8.724 matrizes. Já a pecuária intensiva produz 180.000 toneladas (75% da produção anual), o que equivale a 87.240 matrizes.
Vale dizer que 98% dos estabelecimentos industrializados de suínos começaram como uma diversificação das empresas produtoras de frangos.