Fávaro deixa Agricultura para apoiar Pacheco no Senado
Ministro participa de eleição para eleger novo presidente do Senado
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Fávaro deve retornar a pasta já nesta quinta. (foto - Agência Brasil)
O ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD-MT) foi exonerado temporariamente do cargo nesta terça-feira (31), conforme consta no Diário Oficial da União (DOU), publicado hoje.
O afastamento atende ao pedido do presidente Lula (PT) para que Fávaro participe da posse dos 27 senadores eleitos em 2022, que ocorre também hoje, às 15h, em Brasília.
Na ocasião, haverá eleição para eleger a mesa diretora e a definição do novo presidente do Senado.
Rodrigo Pacheco (PSD_MG), que ocupa o cargo, é favorito no pleito.
A saída da pasta, portanto, é apenas para que o ministro possa oficializar seu apoio a Pacheco, já confirmado anteriormente.
Vale destacar que o principal adversário é Rogério Marinho (PL).
Conforme o Senado, caso não haja acordo, a eleição para a Mesa ficará para uma nova reunião preparatória prevista para quinta-feira (2), às 10h.
Fávaro deve retornar ao Ministério após as eleições, assim como outros seis ministros senadores.
Cerimônia de posse
Com a segurança reforçada, após os atos de vandalismo do 8 de janeiro, os 513 deputados e 27 senadores eleitos em outubro de 2022 serão empossados nesta quarta-feira (1º), em Brasília.
Os deputados federais tomarão posse em sessão às 10 horas, no plenário Ulysses Guimarães. À tarde, às 16h30, será iniciada a sessão para a eleição do novo presidente da Câmara e da mesa diretora para o biênio 2023/2024.
No senado, os novos congressistas tomam posse às 15h, no plenário. Os mandatos são de oito anos e vão até fevereiro de 2031.
Entre os empossados, cinco foram reeleitos: Davi Alcolumbre (União-AP), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Romário (PL-RJ) e Wellington Fagundes (PL-MT).
Outros quatro foram nomeados como ministros do governo Lula: Camilo Santana (PT-CE), da ministro da Educação; Flávio Dino (PSB-MA), da Justiça e Segurança Pública; Renan Filho (MDB-AL), dos Transportes; e Wellington Dias (PT-PI), do Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome.
Segundo a Constituição, o parlamentar que assume cargo de ministro não perde o mandato no Congresso Nacional. Logo após serem empossados como senadores, os quatro devem retornar aos ministérios e deixar as cadeiras com os suplentes de cada chapa.
Segurança
Neste ano, a retomada dos trabalhos legislativos contará com reforço na segurança em razão dos atos de vandalismo - no dia 8 de janeiro - que causaram um prejuízo material para o Congresso Nacional calculado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, conforme estimativa do Senado.
A Esplanada dos Ministérios terá o trânsito de veículos interrompido.
Somente servidores, autoridades e convidados poderão acessar o espaço, com controle de credenciais feito por servidores dos órgãos responsáveis.
Equipes de atendimento de emergência e combate a incêndios atuarão no local e haverá reforço nos efetivos das delegacias policiais.
A região da Esplanada será monitorada pelas forças de segurança do Distrito Federal por meio de imagens de câmeras, drones e informações enviadas ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).
Amanhã, às 15h, haverá a sessão solene de abertura do ano legislativo e início das atividades em 2023.