México amplia abertura para compra de carne suína do Brasil

    A partir de agora, comercialização passa a ser para a carne crua, inteira ou em pedaços

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    México foi o segundo principal importador mundial de carne suína in natura em 2021. (foto - Mapa)

    México foi o segundo principal importador mundial de carne suína in natura em 2021. (foto - Mapa)

    15deFevereirode2023ás09:27

    O Ministério da Agricultura e Pecuária prevê a habilitação de três novas plantas frigoríficas para exportar carne suína ao México, após a liberação do país para compra do produto in natura do Brasil, sem necessidade de passar por processamento térmico.

    Segundo a pasta, as plantas já estão habilitadas a exportar para Estados Unidos e Canadá, o que agilizará o processo. Atualmente, seis plantas de abate e processamento já estavam habilitadas para o México.

    "O México é um mercado de cerca de 1,5 milhão de toneladas por ano, que representa um ganho importante para a produção de carne suína do nosso país", destacou o ministro Carlos Fávaro.

    O Brasil, com os requisitos sanitários e o Certificado Sanitário Internacional (CSI) acordados entre os dois países, recebeu autorização do México, no último dia 10, para comercialização da carne suína crua, inteira ou em pedaços, incluindo CMS (Carne Mecanicamente Separada) e toucinho, não havendo restrição no seu comércio direto.

    Mudança de governo

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os requisitos sanitários e o CSI negociados em novembro passado pelo governo anterior restringiam a destinação da carne suína exportada ao México apenas para produto de processamento térmico.

    Desta forma, o importador necessitava ser um estabelecimento tipo SIF (Serviço de Inspeção Federal) e teria que ter todo o processo rastreado para comercialização.

    A restrição, segundo o governo atual, possibilitava apenas um pequeno grupo de empresas do ramo de processamento de carnes a importar a carne suína brasileira, operação que, a partir de agora, pode ser feita por qualquer rede de supermercados, trading ou importador direto.

     

    Segundo as perspectivas da SCRI, a ampliação do mercado mexicano para a carne suína brasileira representa potencial significativo para a proteína animal no Brasil, e a demanda vai ao encontro da necessidade mexicana de aumentar os volumes de oferta à população do país.

    De acordo com dados da SCRI, o México foi o segundo principal importador mundial de carne suína in natura em 2021, com 917 mil toneladas, atrás somente da China.

    Vale lembrar que em janeiro, as autoridades sanitárias do Peru aprovaram o primeiro estabelecimento brasileiro para a exportação de carne suína ao país andino na última semana de 2022.

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