Fávaro diz que agricultura de pequenos e grandes é indissociável
Ministro participou neste sábado da 1ª Festa da Colheita da Soja Livre de Transgênico do MST
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Ministro conheceu a lavoura da soja convencional de 200 hectares nas comunidades Fidel Castro e Maria Lara no Paraná. (foto - Maicon Veirick/MST)
Mantendo o mesmo tom de discurso desde que assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro revelou, em evento no último sábado, ter uma visão indissociável da agricultura realizada por médios e grandes produtores e dos representantes da agricultura familiar.
Para o ministro, “não existem duas agriculturas”, motivo pelo qual o atual governo trabalha para a construção de políticas públicas “para todos”.
“É impossível, por exemplo, o serviço de defesa que é tão necessário para a certificação dos produtos não estar no Ministério da Agricultura ou mesmo o Plano Safra”, declarou Fávaro durante 1ª Festa da Colheita da Soja Livre de Transgênico da Reforma Agrária Popular do Paraná.
Na ocasião, o ministro conheceu a lavoura da soja convencional, como também é chamada a semente não transgênica, que ocupa cerca de 200 hectares nas comunidades Fidel Castro e Maria Lara, de Centenário do Sul, no norte do estado.
“Estamos aqui para trazer a mensagem do presidente Lula de que a agricultura familiar será muito valorizada neste Governo”, disse Fávaro para quem “a agricultura familiar é tão competitiva quanto a agricultura empresarial”.
Segundo o político, a diferença é que os pequenos produtores “precisam mais da mão amiga do Estado”, disse.
“Por isso o papel do Governo Federal é viabilizar isso através de financiamento e pesquisa para que nós possamos incentivar esse nicho de mercado que é muito importante para a agricultura familiar”, completou.

Fávaro ao lado de Gleisi Hoffmann. (foto - divulgação Mapa)
Soja livre de transgênicos
Integrante do Setor Nacional de Produção do MST e assentado na comunidade Maria Lara, Diego Moreira explicou que o Movimento tem avançado na organização de cadeias de produção, e agora expande também para a soja livre de transgênicos.
"A intenção é organizar a cadeia produtiva completa da soja, desde a produção de sementes, passando pela produção de grãos, até a posterior industrialização e comercialização", disse Moreira.
Em conversa com os produtores das comunidades, Fávaro comentou que ainda há preconceito no país contra o MST, um movimento legítimo que sonha com a terra.
“Ver esse movimento tecnificado, cooperativista em que a agroindústria acontece, que gera renda e gera dignidade entre homens e mulheres é simplesmente fascinante”.
Também participaram da agenda representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), deputados federais e estaduais, entre eles Ênio Verri, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e a presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann.