Lula vai à China para fechar 20 acordos

    Presidente brasileiro embarca hoje (dia 11) ao país asiático acompanhado de grande comitiva

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    Ano de 2023 também marca cinquentenário do início das relações comerciais entre Brasil e China. (foto - Agência Brasil)

    Ano de 2023 também marca cinquentenário do início das relações comerciais entre Brasil e China. (foto - Agência Brasil)

    11deAbrilde2023ás11:28

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (dia 11) para a China com a promessa de “consolidar a relação com seu maior parceiro comercial” e a expectativa de fechar ao menos 20 acordos durante sua estadia no país asiático. 

    “O que nós queremos é construir parceria com os chineses, fazer sociedade com os chineses, para que eles possam fazer investimentos em coisas que não existem, uma nova rodovia, ferrovia, hidrelétrica, uma coisa qualquer que signifique algo novo para o Brasil”, afirmou Lula, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

    Lula estará acompanhado de comitiva de empresários, governadores, deputados, senadores e ministros como Fernando Haddad (da Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Carlos Fávaro (da Agricultura e Pecuária).

    “Vamos consolidar nossa relação com a China, eu vou convidar o [presidente] Xi Jinping para vir ao Brasil, conhecer o Brasil numa reunião bilateral, para mostrar os projetos de interesse”, completa o presidente.

    Segundo o governo, a programação oficial da agenda começa a partir de quarta-feira (12) e se estende até sexta-feira (14) nas cidades de Xangai e Pequim.

    Estão agendados encontros de negócios e reuniões bilaterais com as principais autoridades do país asiático. Entre eles, uma reunião o presidente chinês, Xi Jinping.

    Acordos bilaterais

    Com a presença de Lula, a expectativa é que mais de 20 acordos entre China e Brasil sejam assinados.

    Um deles será para a construção do CBERS-6, o sexto de uma linha de satélites construídos na parceria bilateral, com foco no monitoramento de biomas como a Floresta Amazônica mesmo com nuvens.

    Tratado com prioridade pelo atual governo, o combate ao desmatamento, por sinal, também levou o Brasil a firmar uma aliança Congo e Indonésia, segundo anunciou Lula nesta segunda-feira.

    O presidente disse que objetivo da coalizão é ampliar a proteção das florestas tropicais, valorizar a biodiversidade e promover remuneração justa pelos serviços ecossistêmicos prestados pelas três nações – especialmente por meio de créditos de carbono de floresta nativa.

    “Eu já tenho, em junho, um compromisso com o Congo, que está convidando o Brasil e a Indonésia para fazer um grande encontro dos três países que têm a maior floresta verde do mundo", disse o presidente.

    Lula pedirá que China negocie fim da guerra

    Outro ponto que o presidente quer discutir com Xi Jinping é a possibilidade de o país asiático promover um diálogo com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, pelo fim da Guerra na Ucrânia.

    “Nós não concordamos com a invasão da Rússia à Ucrânia. Estou convencido que tanto a Ucrânia quanto a Rússia estão esperando que alguém de fora fale: vamos sentar para conversar”.

    Esta será a terceira viagem de Lula como presidente brasileiro ao gigante asiático e a quarta visita internacional de Lula após a posse no cargo.

    O presidente já foi à Argentina, ao Uruguai e aos Estados Unidos. Lula também recebeu, em Brasília, o primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, no fim de janeiro.

    Brasil & China

    O ano de 2023 também marca cinquentenário do início das relações comerciais entre Brasil e China. A primeira venda entre os dois países aconteceu em 1973, um ano antes do estabelecimento das relações diplomáticas sino-brasileiras. 

    Em 2022, a China importou mais de US$ 89,7 bilhões em produtos brasileiros, especialmente soja (que representou 36% do total) e minérios, e exportou quase US$ 60,7 bilhões para o mercado nacional.

    O volume comercializado, US$ 150,4 bilhões, cresceu 21 vezes desde a primeira visita de Lula ao país, em 2004.

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