Com quedas, relação boi gordo e bezerro fica estável em maio

    Exportações mostram reação ao longo do mês com alta no volume embarcado

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    Relação de troca entre boi gordo e bezerro, até ontem (dia 25), ficou próxima da estabilidade em relação ao mês passado

    Relação de troca entre boi gordo e bezerro, até ontem (dia 25), ficou próxima da estabilidade em relação ao mês passado

    26deMaiode2023ás17:30

    As cotações do boi gordo para abate e dos animais de reposição (bezerro entre 8 e 12 meses) registram queda, respectivamente, de 5,73% e 9,88% neste mês de maio.

    Os preços da arroba do boi gordo e do bezerro, na mesma ordem, fecharam a R$ 255,85 e R$ 2.221,94.  De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores da arroba vem do crescimento na oferta de animais prontos para abate.

    Tal movimento, por sua vez, está atrelado a investimentos realizados em anos anteriores e, sobretudo, ao fim da safra e à piora da qualidade das pastagens. Até mesmo o volume de oferta de vacas aumentou.

    Apesar do bezerro ter caído mais em maio, a relação de troca entre boi gordo e bezerro, até ontem (dia 25), ficou próxima da estabilidade em relação ao mês passado. Isso é importante para o pecuarista que faz a recria-engorda.

    Cadeia da carne bovina

    Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a boa oferta de carne bovina e de outros derivados de abate segue exercendo pressão sobre os preços.

    "Muitas indústrias alegam contar com grande volume de produto estocado, mantendo escalas alongadas, o que reduz o ímpeto na compra de gado. Soma-se a isso a dificuldade de retenção por parte do pecuarista, em um momento de perda de qualidade do pasto, o que resulta no ápice de oferta de animais de safra", avalia.

    Para Iglesias, a recuperação dos preços do boi gordo tende a acontecer apenas no período de transição entre a safra e a entressafra. "Mesmo assim, não se deve aguardar movimentos explosivos de alta sem que haja um novo elemento de demanda que justifique esse tipo de comportamento dos preços", analisa.

    O mercado atacadista apresentou preços acomodados ao longo da semana. Para Iglesias, a expectativa ainda é de alguma queda das cotações no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre o atacado e o varejo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

    O analista entende que, na primeira quinzena de junho, com a entrada dos salários na economia, pode haver alguma alteração nos preços. "O quarto do traseiro permaneceu cotado a R$ 18,50, por quilo e o quarto do dianteiro seguiu no patamar de R$ 13,80, por quilo", detalha.

    Volume exportado reage ao longo de maio

     

    As exportações de carne bovina do Brasil renderam US$ 578,482 milhões em maio (14 dias úteis), com média diária de US$ 41,320 milhões.

    A quantidade total exportada pelo país chegou a 113,818 mil toneladas, com média diária de 8,129 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.082,50.

    Em relação a maio de 2022, houve perda de 7,6% no valor médio diário da exportação, alta de 17,4% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 21,2% no preço médio.

    A recuperação é importante após redução de 25% nas exportações de carne bovina em abril. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. 

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