Polícia Federal deflagra operação para reprimir contrabando de defensivos químicos

    PF cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Torres, no Rio Grande do Sul

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    Durante as investigações, foi apurado que os suspeitos adquiriam os produtos no Uruguai para então serem comercializados no Brasil. (Foto: Agência Brasil)

    Durante as investigações, foi apurado que os suspeitos adquiriam os produtos no Uruguai para então serem comercializados no Brasil. (Foto: Agência Brasil)

    28deJunhode2023ás13:33

    Com o objetivo de reprimir o contrabando de agrotóxicos de origem estrangeira, a Polícia Federal deflagrou, hoje (dia 28), a Operação Messis e cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Torres, no Rio Grande do Sul.

    Segundo a PF, as ações também visam o combate a crimes ambientais decorrentes do transporte ilegal dos produtos.

    Durante as investigações, foi apurado que os suspeitos adquiriam os produtos no Uruguai para então serem comercializados no Brasil.

    “Um dos investigados já foi indiciado pela Polícia Federal em três inquéritos por contrabando, contabilizando mais de meia tonelada de agrotóxicos apreendidos em sua posse. Os demais suspeitos possuem histórico criminal por crimes como roubo e receptação e, um deles, é investigado por comercializar armas de fogo”, detalhou a PF.

    Caso sejam condenados, os suspeitos terão penas que, somadas, podem chegar a nove anos de reclusão, pelos crimes de contrabando e por transporte de agrotóxico sem as exigências legais.

    A investigação teve início com apreensão de 350 quilos de agrotóxicos, em agosto de 2022, pela Polícia Civil de Camaquã (RS). Ao se constatar que a matéria era de competência da Justiça Federal, o caso foi repassado à PF, diz a Polícia Federal em nota.

    Alerta

    No começo de junho, a fiscalização estadual agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) fez um alerta aos produtores rurais do Rio Grande do Sul para uso de agrotóxicos vencidos.

    O órgão pediu para que os produtores fiquem atentos a validade dos produtos na hora da compra. Isto porque, só no último mês foram lavrados mais de 10 autos de infração para empresas que comercializaram agrotóxicos vencidos.

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