Cotação da soja ganha sustentação com novo cenário internacional

    Oleaginosa já recuperou parte das perdas com preço da saca mais alto desde abril

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    Brasil deve exportar o recorde de 21,5 milhões de toneladas de farelo de soja na temporada 2022/23. (foto - CNA)

    Brasil deve exportar o recorde de 21,5 milhões de toneladas de farelo de soja na temporada 2022/23. (foto - CNA)

    17deJulhode2023ás15:40

    A cotação da soja, que vem em alta nas últimas semanas, ganhou novo impulso com o anúncio de que a Rússia não renovará o Acordo de Grãos do Mar Negro.

    O preço da saca de soja acumula alta de 5,46% no mês e fechou a R$ 146,27 na última sexta-feira, segundo o Cepea. O valor já é o mais alto desde 12 de abril, mas ainda bastante aquém dos R$ 184,43 do fim do ano passado.

    O valor da soja tem altas seguidas ao menos desde meados de junho, a partir das notícias de desempenho abaixo do esperado das lavouras norte-americanas.

    Na tarde de hoje o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também deve confirmar impactos negativos do clima seco nas lavouras no país, o que, dependendo dos números, poderá reforçar ainda mais a tendência.

    A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou uma pequena revisão apra baixo na estimativa de safra de soja para a temporada 2022/2023, apesar de manter um grande recorde histórico.

    Apenas o preço do petróleo, em baixa, e um volume de esmagamento de soja menor que o esperado apresentam-se como fatores baixistas até o momento.

    Por outro lado, o Brasil deve elevar os embarques de farelo de soja na temporada 2022/23, tornando-se o maior fornecedor mundial desse subproduto.

    De acordo com o relatório do USDA divulgado em 12 de julho, o País deve exportar o recorde de 21,5 milhões de toneladas de farelo de soja na temporada 2022/23 (de outubro/22 a setembro/23).

    O aumento dos embarques brasileiros de farelo está atrelado à redução do processamento de soja na Argentina – que é estimado em apenas 30 milhões de toneladas (o menor das últimas 18 temporadas) – e à maior demanda para consumo doméstico no país vizinho, que deve ser recorde, previsto em 3,35 milhões de toneladas.

    Preço da soja hoje

    Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde o início da manhã, o mercado busca suporte na previsão de tempo seco para partes do cinturão produtor dos Estados Unidos no final de julho.

    Os contratos futuros de soja com entrega em setembro estão cotados a US$ 14,10 3/4 por bushel, alta de 11,00 centavos de dólar, ou 0,78%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com avanço de 10,00 centavos de dólar, ou 0,72%, cotados a US$ 13,80 3/4 por bushels.

    Os contratos de soja com vencimento em agosto de 2023 tinham preço de US$ 14,85 1/2 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar por bushel ou 0,35%. A posição novembro de 2023 era cotada a US$ 14,05 3/4 por bushel, ganho de 6,00 centavos de dólar por bushel ou 0,54%.

    No farelo, dezembro de 2023 tinha preço de US$ 407,70 por tonelada, elevação de US$ 6,70 ou 1,67%. Já a posição dezembro de 2023 do óleo era cotada a 60,56 centavos de dólar por libra-peso, queda 0,20 centavo de dólar por libra-peso ou 0,36%.

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