República Dominicana abre mercado para carnes bovina e suína brasileiras
Sete estabelecimentos brasileiros já estão habilitados a realizar as exportações dos produtos
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Na semana passada, Cingapura também abriu seu mercado para as exportações brasileiras de carnes bovina e suína
O governo da República Dominicana liberou a importação de carnes bovina e suína do Brasil.
Segunda maior economia da América Central e Caribe, o país se apresenta como um destino promissor para as carnes brasileiras - o mercado é de cerca de 120 mil toneladas de importação anual.
A negociação vem desde março, quando o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com a embaixadora da República Dominicana no Brasil, Patrícia Villegas de Jorge. Desde então, as negociações avançaram até a conclusão do processo de abertura dos mercados nesta semana.
Segundo Fávaro, “esta é uma das maiores aberturas de mercado para a carne suína brasileira da última década.”
“Uma relação comercial importante para o Brasil porque gera mais oportunidades aos trabalhadores do nosso agro, da agroindústria e do comércio dos municípios produtores. É um ciclo virtuoso e é por isso estamos trabalhando com afinco no fortalecimento das relações internacionais”, explicou o ministro.
Abertura
Com a abertura dos mercados de carne suína e carne bovina para o país, pelo menos sete estabelecimentos brasileiros já estão habilitados a realizar as exportações dos produtos e outros ainda estão sob análise.
Ao todo, desde o início de 2023, os produtos agropecuários brasileiros, com uma pauta de diversificação das exportações, já conquistaram a abertura de 29 mercados nas Américas, Ásia, África e Oceania.
Na semana passada, o governo de Cingapura anunciou a liberação da importação de carnes bovina e suína processadas do Brasil. A partir do acordo poderão ser exportadas do Brasil carnes bovinas e suínas processadas, não submetidas à esterilização comercial, após a acreditação do estabelecimento pela SFA.
Carne suína
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 105,3 mil toneladas em julho, superando em 9,3% o total exportado no mesmo período de 2022, com 96,3 mil toneladas.
A entidade ainda informou que a receita gerada com os embarques do mês de julho totalizaram US$ 249,9 milhões, saldo 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 222,4 milhões.
De janeiro a julho, no acumulado de 2023, as vendas internacionais de carne suína mantêm alta de 14,6%, com 695,1 mil toneladas exportadas, contra 606,5 mil toneladas em 2022.
Exportações recorde
O Brasil terá produção recorde de carnes com 29,6 milhões de toneladas, como aponta o quadro de suprimento do produto atualizado, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na edição de julho do AgroConab.
A Companhia prevê recorde para as exportações (contando aves, suínos e carne bovina), ultrapassando os 9 milhões de toneladas.
O recorde esperado é puxado pelos suínos. Em 2023, a expectativa é que a produção chegue a 5,32 milhões de toneladas, alta de 2,7% se comparado com o ano passado. O volume é o maior registrado no país.
Carne bovina
A produção de bovinos representa cerca de 9 milhões de toneladas. As exportações estão projetadas em 2,91 milhões de toneladas, uma redução de 3,3% se comparado com o registrado no ano passado, impactado pelos embarques mais lentos no início de 2023.
Já a disponibilidade do produto no mercado doméstico apresenta um incremento de 8,6%, chegando a 6,23 milhões de toneladas.