Concessão de crédito ao agro cresce 11% em uma temporada, diz Serasa Experian

    Região Sul lidera movimentações tanto em valor total como em número de contratos

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    No último trimestre de 2023, já foram registrados cerca de 343 mil novos contratos de crédito rural, totalizando quase R$ 65 bilhões.

    No último trimestre de 2023, já foram registrados cerca de 343 mil novos contratos de crédito rural, totalizando quase R$ 65 bilhões.

    04deDezembrode2023ás17:27

    A concessão de crédito no agronegócio brasileiro cresceu 11%, de R$ 348 bilhões para R$ 386 bilhões, na comparação entre os períodos de outubro de 2022 a setembro de 2023 e dos mesmos meses de 2021 a 2022.

    Já em relação ao mesmo intervalo nos anos de 2020/2021, o aumento da contratação de crédito rural chegou a 49%, de R$ 259 bilhões para o atual volume.

    O levantamento faz parte do Boletim Agro da Serasa Experian, que foi apresentado hoje.

    Além disso, quando analisada por categoria, a tomada do recurso financeiro feita por essa população apresenta forte sazonalidade nas linhas Rural/Agroindustrial e Financeiras, com o pico registrado no 3º trimestre do ano e o menor montante no 1º.

    O Cartão de Crédito é a única modalidade que não registra marco sazonal, apesar da expansão de 96% entre o quatro trimestre de 2020 e o terceiro trimestre de 2023.

    A quantidade de contratos de crédito reforça o quadro de sazonalidade mesmo quando separado para os diferentes portes: “pequeno”, “médio”, “grande” e “sem registro de cadastro rural” (arrendatários ou pessoas participantes de grupos econômicos ou familiares).

    A comparação do último trimestre de 2023 com o mesmo período do ano anterior apresentou um crescimento no número de novos contratos de crédito rural e agroindustrial para proprietários rurais de todas as categorias.

    A maior variação positiva ocorreu entre a população agro sem registro de cadastro rural – arrendatários, com um incremento de 15,1%, seguidos pelos pequenos proprietários, que obtiveram um acréscimo de 6,1% de novos contratos.

    Os dados também mostram destaque para o pequeno proprietário, mas segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, o destaque registrado para os pequenos precisa ser relativizado, pois reflete a distribuição dessa parcela na população agro.

    “Em nossa base, tomando em consideração a classificação do INCRA, de cerca de 9,5 milhões de perfis ligados ao agro, eles são maioria, significando 72,4% do total. Os médios representam 5,5%, os grandes 8,1% e os sem registro de cadastro rural, 14,0%”, explica. 

    Sul lidera

    No último trimestre de 2023, foram registrados cerca de 343 mil novos contratos de crédito rural e agroindustrial destinados à população agro, totalizando quase R$ 65 bilhões.

    A análise revelou que a região Sul liderou em volume e quantidade, atingindo R$ 25 bilhões em 175 mil contratos, sendo que essa quantidade superou todas as demais regiões somadas.

    Apesar disso, o Centro-Oeste teve destaque, pois apresentou os maiores tickets médios no período, com valor de R$ 602 mil por contrato e R$ 808 mil por CPF.​ Veja os dados completos no mapa:

    Inadimplência em queda

    O novo Indicador de Inadimplência do Agronegócio da Serasa Experian mostrou que o percentual da população rural inadimplente caiu no 3º trismestre deste ano, indo para 6,7%.

    Na comparação com o trimestre anterior (abril a junho de 2023) a retração foi de 1% e, feita a relação com o 3º trimestre de 2022, a baixa registrada foi de 0,2 ponto percentual.

    De acordo com o Indicador, a categoria que mais teve destaque na inadimplência foram aqueles identificados como “sem registro de cadastro rural – arrendatários ou grupo familiar”.

    Desde o 3º trimestre de 2021 essa categoria sofreu um aumento que a descolou das demais, alcançando, no 2º trimestre de 2022, o percentual mais alto de nomes em vermelho (12,5%).

    Em 2023, também no 2º trimestre, chegou a 13,5% e, nesse período, registravam o score médio mais baixo dentre todos os portes, com pouco mais de 468 pontos. Apesar disso, no 3º trimestre deste ano, marcaram melhora, com a taxa de inadimplência caindo para 10%.

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