Setor de rações animais cresce quase 2% em 2023
Previsão é fechar o ano com produção estimada de 87 milhões de toneladas
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No acumulado do ano, o setor de bovinos caiu 5,1%, de corte, para 4,3 milhões de toneladas,
A produção de rações para animais cresceu 1,9% no acumulado de 2023 (janeiro até setembro), em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), a produção somou 62,6 milhões de toneladas em 2023.
A previsão é fechar o ano com produção estimada de 87 milhões de toneladas de rações e sal mineral e incremento de cerca de 1,5% em relação a 2022
Confira como foi por segmento a produção de rações:
- Bovinos de leite: caiu 1,1% (quando comparada ao mesmo período do ano passado), para 4,4 milhões de toneladas (de janeiro a setembro),
- Bovinos de corte: caiu 5,1%, para 4,3 milhões de toneladas,
- Frango de corte: subiu 3%, para 27,5 milhões de toneladas.
- Setor de ovos: subiu 1%, para 5,18 milhões de toneladas,
- Suínos: subiu 2,4%, para 15,9 milhões de toneladas
- Cães e gatos: subiu 6,3%, para 2,93 milhões de toneladas.
- Peixes e camarões: subiu 2,8%, para 1,24 milhão de toneladas.
Análise e perspectiva
Segundo o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zan, os últimos anos não têm sido fáceis para o setor da pecuária, que inclui o setor de rações, afirma o CEO do Sindirações.
O setor encarou o desordem global na cadeia de suprimentos no meio da pandemia, a volatilidade do câmbio e a alta dos preços dos grãos devido à guerra entre Russia e Ucrânia, explica.
Para bovinos de leite, a tendência de recuo da demanda é multifatorial e se deve à redução do rebanho, concentração da atividade em megaempreendimentos, baixos preços pagos aos produtores, má qualidade das pastagens, muito embora relativo alívio se deu no custo da alimentação industrializada dos animais.
Além disso, a queda na oferta de leite cru determinou importação recorde de lácteos dos vizinhos Argentina e Uruguai.
A perspectiva futura é de melhora no cenário e retomada do consumo doméstico em resposta à tendência de queda da inflação e dos aportes financeiros oriundos dos programas de auxílio às famílias de baixa renda.
Para os frangos de corte, a gripe aviária não afetou o setor. A visão prospectiva é otimista por conta do continuado incremento na produção doméstica e na exportação da respectiva proteína animal.
Já os produtores de ovos têm garantido suprimento suficiente para atendimento do consumo interno e do potencial incremento oriundo do mercado externo pelas opções “in natura” e processada.
No consumo de rações para suínos é importante ressaltar que o arrefecimento do custo para alimentação dos planteis, a eficiência produtiva e a sanidade, contribuíram sobremaneira no fortalecimento da competitividade da carne suína exportada frente aos demais concorrentes internacionais nesse ano e, sobretudo, revelam um cenário bastante favorável no transcorrer de 2024.
Projeção 2024
Para as projeções de crescimento do setor em 2024, Zani reforça que a indústria de alimentação animal, modulada pelo desempenho da cadeia produtiva de proteína animal, “leva em conta as projeções preliminares disponibilizadas pelas entidades representativas dos produtores de carnes bovina, suína, aves, ovos e leite e exportadores.
“A produção de rações deve avançar algo em torno de 2,5%”, projeta.
As estratégias da indústria de alimentação animal para enfrentar os desafios e oportunidades de 2024 focam no planejamento apropriado para garantia de suprimento dos macros ingredientes influenciados pelo desempenho das safras de milho, farelo de soja, cereais de inverno e dos micros ingredientes, notadamente as vitaminas, enzimas e demais aditivos importados e precificados em dólar.
“Já as tendências em nutrição animal e aditivos para rações que devem se destacar são aquelas voltados a mitigação da pegada de carbono, ou seja, da descarga poluidora (nitrificação, eutrofização, matéria orgânica) e da emissão dos gases do efeito estufa’, projeta.