Semana terá chuvas em todas as regiões do Brasil
Previsão da MetSul é de precipitação volumosa em algumas áreas
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A semana que começa terá chuva em todas as regiões do Brasil com precipitação até volumosa em algumas áreas, segundo a MetSul Metereologia.
Não se espera nenhuma grande área do território nacional com chuva escassa à medida que uma frente fria atua no Sul, ar tropical quente e úmido na maior parte do país e ainda com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre parte do Norte.
No Sul, a segunda-feira (4) terá muitas nuvens na maioria das áreas e chove principalmente na Metade Norte gaúcha, Santa Catarina e o Paraná com o avanço de uma frente fria. Na terça, a instabilidade prossegue nos estados catarinense e paranaense enquanto no Rio Grande do Sul o tempo firme predomina com instabilidade mais limitada à divisa com Santa Catarina.
Na quarta-feira (6), sol aparece no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas em pontos do Paraná ainda chove. Na quinta, os três estados devem ter sol e nuvens com chuva isolada de verão. Na sexta (8), a instabilidade aumenta e chove de forma irregular em vários pontos do Sul do Brasil.
Sudeste
No Sudeste, o sol aparece com calor na maioria das áreas nesta segunda com chuva de verão afetando mais pontos de Minas Gerais. Nos demais estados, instabilidade bastante isolada.
Na terça, as pancadas de chuva localizadas, que ocorrem mais da tarde para a noite, atingem muito mais locais do Sudeste.
Na quarta, o cenário se repete e cresce o risco de pancadas localmente fortes a intensas. Na quinta, as pancadas isoladas seguem com tempo mais firme no Norte de Minas, condição que se projeta para a sexta.

Centro-Oeste
No Centro-Oeste, pancadas isoladas de chuva, especialmente em horas da tarde e da noite, vão ocorrer em todos os estados da região ao longo da semana.
Com a atmosfera aquecida, são prováveis temporais isolados com chuva intensa e risco de rajadas de vento forte.
Nordeste e Norte
Já na Região Nordeste, as pancadas isoladas de chuva serão rotineiras ao longo desta semana com menor instabilidade na Bahia.
Maranhão e Piauí seguirão sendo os estados com chuva mais frequente e volumosa. Pancadas localmente fortes podem atingir por vezes a costa da Paraíba até o Maranhão.
Por fim, na Região Norte, o ar tropical segue favorecendo chuva frequente que é normal nesta época pelo inverno amazônico. Os volumes vão variar muito de um ponto para o outro, mas devem ser localmente elevados.
No Amapá e em Marajó períodos de chuva intensa por conta da ZCIT.
Argentina: zona de catástrofe após chuva histórica
A cidade de Corrientes, na província de Corrientes, que faz fronteira com o Oeste do Rio Grande do Sul, atravessa “a pior catástrofe natural da sua história”, depois de uma tempestade em que caíram 300 milímetros de chuva.
A água inundou a cidade com destruição de infraestruturas, casas praticamente submersas e desabrigados, o que levou à suspensão das aulas nesta segunda-feira.
“A cidade de Corrientes sofreu a sua pior catástrofe climática e foi inundada porque, segundo registos oficiais, choveu 300 milímetros”, disse o governador de Corrientes, Gustavo Valdés, através da sua conta pessoal na rede social X, após visitar um abrigo para pessoas que tiveram que deixar suas casas pela enchente.
As autoridades municipais de Corrientes anunciaram a retirada de casa das pessoas nas zonas mais afetadas pelas inundações causadas pelas chuvas.
Em comunicado, a gestão assegurou que “uma catástrofe natural atingiu a cidade provocando um colapso nos sistemas de drenagem dada a quantidade de água que caiu e os fortes ventos num curtíssimo espaço de tempo”. E sublinharam que se trata do “pior desastre natural desde que existem registos oficiais”.
“Corrientes” Por las impactantes imágenes que dejó la inundación en esa provincia. pic.twitter.com/zqukQaaq0s — Tendencias en Argentina (@porqueTTarg) March 4, 2024
Nesse sentido, listaram alagamentos e inundações em ruas e residências, destelhamentos, queda de postes, muros, árvores, sinalização, e outros danos que vão exigir obras de reconstrução e assistência durante, disse o Subsecretário de Riscos e Desastres da cidade, José Ruiz.
O temporal intenso na cidade de Corrientes provocou a queda de um mural histórico do convento de São Francisco na Plaza Itália, no centro da cidade, e o destelhamento da Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Nordeste (UNNE), na zona norte da cidade.
O serviço de energia elétrica entrou em colapso em Corrientes com a tempestade e o fornecimento foi suspenso em toda a cidade até o meio-dia, quando várias áreas foram reincorporadas à rede, informou a empresa de energia que atende Corrientes.
A Direção Provincial de Energia de Corrientes (Dpec) explicou que “estão sendo realizadas obras no centro da cidade para drenar as diversas subestações afetadas pela água” e que “além dessas obras necessárias para restabelecer o serviço, é necessário melhorar as condições climáticas para uma normalização segura”.
Na sequência do temporal e com a cidade em colapso pelas inundações, as autoridades ainda se viram diante de ocorrências de segurança.
O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) informou que a chuva na cidade de Corrientes somou 208 mm em apenas cinco horas durante a madrugada do domingo. A média histórica de precipitação mensal de março na cidade do Nordeste da Argentina é de 155 mm.
Causa
Com a aproximação de uma frente fria, associada a um ciclone muito ao Sul no Atlântico, se formou uma linha de instabilidade entre o Centro da Argentina e o Oeste do Uruguai que avançou para o Oeste do Rio Grande do Sul.
Na madrugada, um sistema convectivo de mesoeacala (de tempestades) se organizou no Norte da Argentina. Foi o que provocou a chuva extrema na cidade de Corrientes.