Ministro diz que presidente decidirá sobre leilão para importar arroz

    Segundo Paulo Teixeira, governo ainda estuda a importação do produto

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    Ministro diz que presidente decidirá sobre leilão para importar arroz
    03deJulhode2024ás16:48

    Os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) deram versões diferentes sobre o leilão de arroz importado hoje (dia 3).

    Depois que Fávaro falar que o o leilão para compra de arroz importado não é mais necessário, Teixeira afirmou, também hoje (dia 3), que o novo edital do leilão para importação de arroz está pronto, mas que a decisão sobre a realização da compra pública é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo anulou o leilão realizado no mês passado, em razão de “fragilidades” no edital do certame.

    No total, mais de R$ 7 bilhões foram liberados pelo governo para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz.

    “Nós estamos estudando todas as possibilidades”, disse. “Aliás, hoje estavam aqui os arrozeiros do Rio Grande do Sul, nós vamos ter uma reunião à tarde e eles vão apresentar sugestões. Em última instância, quem vai decidir sobre todas as medidas será o presidente Lula”, acrescentou o ministro.

    O objetivo da compra pública é garantir o abastecimento e estabilizar os preços do produto no mercado interno, que tiveram uma alta média de 14%, chegando em alguns lugares a 100%, após as inundações no Rio Grande do Sul em abril e maio deste ano.

    O estado é responsável por cerca de 70% da produção do arroz consumido no país. A produção local foi atingida tanto na lavoura como em armazéns, além de ter a distribuição afetada por questões logísticas no estado.

    Garantia de preço

    Segundo Teixeira, por enquanto, o governo vai trabalhar com o mecanismo de contratos de opção, que é o estabelecimento de um preço mínimo para o arroz, para garantir ao produtor a comercialização a um valor justo, de acordo com o mercado.

    “Você diz ao produtor ‘se você produzir, eu vou pagar tanto’. E se ele não conseguir aquele preço, nós vamos comprar o arroz dele”, explicou o ministro.

    No Plano Safra lançado esta quarta-feira, o governo adotou uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar.

    Os eixos principais da estratégia são crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção com o estabelecimento de um preço mínimo do produto.

    A taxa de custeio para produção será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico.

    Mais cedo

    Mais cedo, Fávaro revelou em entrevista para Globonews, que após verificar o arrefecimento nos preços do cereal aos consumidores brasileiros “é mais plausível nesse momento a gente monitorar o mercado.”

    “Não havendo especulação, não se faz necessário novos leilões, portanto, mas que haja estímulo para a produção de arroz”, disse o ministro que decidiu, por ora, adotar medidas de estímulo à produção e garantia de abastecimento interno.

    Fávaro disse que houve um problema difícil com as enchentes no Rio Grande do Sul e que fez os preços do cereal dispararem. “O governo teve que reagir”, completou o ministro, lembrando do leilão realizado em junho e que, posteriormente teve que ser cancelado por denúncias de irregularidade. 

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