Doença de Newcastle: relatório é atualizado e mostra que não há mais surto no Brasil
Mesmo assim, as medidas de vigilância continuarão no entorno da propriedade de Anta Gorda (RS)
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Após confirmar um foco da doença de Newcastle (DNC) em estabelecimento de avicultura comercial de corte, localizado no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul , o Brasil deu mais um passo para reabrir totalmente o mercado para retomar o fluxo de exportação de carne de aves e derivados.
Isto porque o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou a Organização Mundial para a Saúde Animal (OMSA ou WOAH, na sigla em inglês) que o foco havia sido encerrado na quinta-feira (25).
Com isso, o documento registrado na entidade internacional foi atualizado hoje (dia 26) e mostra que não há mais o surto do vírus em curso no país. Com a medida, o governo brasileiro aguarda a retirada da suspensão, por parte dos países importadores, para retomada total das exportações de carnes de aves e seus produtos.
O relatório de acompanhamento do caso enviado pelo Brasil e divulgado no site da OMSA diz que “a investigação epidemiológica conduzida pelos Serviços Veterinários Oficiais nas áreas perifocais e de vigilância não identificou animais apresentando sinais clínicos compatíveis com a doença de Newcastle".
Segundo documento a fonte de origem da infecção ainda segue como desconhecida ou inconclusiva.
O documento mostra ainda que todas as medidas de controle do evento sanitário foram adotadas: desinfecção, eliminação oficial de carcaças, subprodutos e resíduos, controle de movimento, vigilância dentro da zona restrita, zoneamento e rastreabilidade.
Mesmo como o fim do surto, as medidas de vigilância continuarão no entorno da propriedade de Anta Gorda (RS).
O Ministério da Agricultura continua a investigação das possíveis causas da ocorrência e vai monitorar o abate e a destinação da carne das aves criadas em 49 granjas comerciais existentes no raio de 10 quilômetros do foco erradicado.
Doença de Newcastle
A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nestes animais.
De notificação obrigatória para a Organização Mundial de Saúde Animal, ela é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.
Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 e em aves de subsistência, nos estados de Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.