Quais são as maiores empresas de comercialização de grãos do mundo?
Maiores empresas de comercialização detêm 90% do mercado global

O mercado global de commodities agrícolas, além dos maiores países produtores, também é concentrado em grandes empresas para a comercialização dos grãos, as chamadas trading companies.
Basicamente, tais companhias compram a produção de agricultores e a revendem, seja em forma de grão ou processada (farelos e óleos), para clientes por todo o mundo.
Elas desempenham papel estratégico no mercado e, também, são importantes no financiamento das operações agrícolas de produtores.
Contudo, segundo a organização holandesa ´Somo`, apenas as cinco maiores companhias controlam entre 70% e 90% do comércio global de grãos comerciais.
Isso significa que tais traders têm grande influência até mesmo sobre os maiores países produtores, como Brasil, Estados Unidos, Paraguai e Argentina.
Quais são as maiores empresas de comercialização de grãos do mundo?
A tabela a seguir foi elaborada pela consultoria AMR Business Inelligence com dados de 2023.
Assim, ainda não soma a fusão da norte-americana Bunge e a Viterra que, se somadas, ocupariam o segundo lugar do ranking.
- 1- Cargill – US$ 177 bilhões
- 2- COFCO – US$ 98 bilhões
- 3- ADM – US$ 94 bilhões
- 4- Wilmar Internacional – US$ 67 bilhões
- 5- Bunge – US$ 60 bilhões
- 6- Viterra – US$ 55 bilhões
- 7- LDC (Louis Dreyfus Company) – US$ 51 bilhões
- 8- CHS – US$ 46 bilhões
- 9- Olam Group – US$ 36 bilhões
- 10 - Zen-Noh – US$ 34 bilhões
Nota: COFCO e Zen-Noh informaram os valores em Yuan e em Yen, respectivamente. Para fins de comparação, os valores foram convertidos para o câmbio médio das respectivas moedas em relação ao Dólar Americano.
A seguir detalhamos um pouco da história e principais destaques de cada uma delas:
A Cargill, uma empresa privada dos EUA com 159 anos de história, opera em 70 países e é um dos principais processadores globais de grãos.
Com uma receita de US$ 177 bilhões em 2023, a Cargill permanece como a maior empresa de comercialização de grãos do mundo. Fundada em 1865 e com sede nos Estados Unidos, a companhia atua em uma ampla gama de setores, incluindo agricultura, alimentos e commodities, destacando-se como uma das principais fornecedoras globais de grãos e outros insumos agrícolas.
A COFCO, líder na indústria agrícola da China, possui uma capacidade anual de operação internacional superior a 100 milhões de toneladas de grãos, refletindo sua significativa presença global.
A COFCO, empresa estatal chinesa, alcançou a segunda posição com US$ 98 bilhões em receitas. Com forte presença no mercado asiático, a COFCO está em expansão global, adquirindo ativos em diferentes países e ampliando sua participação na cadeia de abastecimento agrícola, especialmente com grãos e alimentos processados.
A Archer Daniels Midland (ADM), também dos EUA, registrou US$ 94 bilhões em receitas em 2023, ocupando a terceira posição.
A ADM é um dos principais players no setor de agronegócio, com operações que incluem desde a produção e processamento de grãos até a comercialização de alimentos e ingredientes de alta qualidade.
Com sede em Singapura, a Wilmar Internacional gerou US$ 67 bilhões em receita. A empresa atua em diversas frentes, incluindo a produção e comercialização de óleos vegetais, açúcar e grãos. Sua operação integrada permite controlar desde o cultivo até a distribuição de seus produtos, o que impulsiona seu crescimento global.
A Bunge, outra gigante americana, fechou o ano com US$ 60 bilhões em receitas. Com operações em mais de 40 países, a Bunge se destaca na produção e comercialização de grãos, óleos vegetais e outros alimentos. Seu papel no agronegócio inclui desde o cultivo até a transformação e exportação de commodities agrícolas.
A Viterra, com receita de US$ 55 bilhões, é uma multinacional focada na comercialização de grãos e oleaginosas. A empresa, com sede em Rotterdam, vem crescendo rapidamente com aquisições estratégicas ao redor do mundo, aumentando sua capacidade de distribuição global de produtos agrícolas.
Com uma receita de US$ 51 bilhões, a Louis Dreyfus Company (LDC) é uma das principais tradings agrícolas globais. A empresa francesa possui operações em mais de 100 países e está envolvida no comércio, processamento e transporte de commodities como grãos, açúcar, café e algodão.
A cooperativa americana CHS registrou US$ 46 bilhões em receitas. Com forte atuação no setor de grãos, energia e alimentos, a CHS é uma das maiores cooperativas agrícolas do mundo, servindo tanto agricultores quanto consumidores, com um modelo de negócios voltado para o suporte à produção rural.
O Olam Group, sediado em Singapura, teve uma receita de US$ 36 bilhões em 2023. A empresa atua em diversas áreas do agronegócio, incluindo grãos, oleaginosas, algodão, cacau e café, operando em mais de 60 países e com forte presença no mercado global de alimentos e commodities agrícolas.
A cooperativa japonesa Zen-Noh registrou US$ 34 bilhões em receitas. Sua principal função é abastecer o mercado japonês com grãos e outros produtos agrícolas, além de atuar em parceria com cooperativas de agricultores no Japão para fortalecer a cadeia de suprimentos e garantir a segurança alimentar no país.
