Grupo francês adquire controle majoritário da Santos Brasil com duas investidas em 8 dias

    Maior operadora de navios de contêineres do mundo, CMA agora detém 51% das ações do maior terminal do país

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    Grupo francês adquire controle majoritário da Santos Brasil com duas investidas em 8 dias
    30deSetembrode2024ás17:25

    O Grupo CMA agora controla 51% das ações da Santos Brasil após dois movimentos comunicados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) realizados em 8 dias.

    Após anunciar a compra da fatia de 48% da Opportunity da operadora portuária Santos Brasil por R$ 6,33 bilhões em 22 de setembro, a gigante francesa comunicou hoje a compra de mais 3,1% da própria Santos Brasil.

    Segundo fato relevante, esta segunda investida refere-se a 26,84 milhões de ações que, a valores de hoje, significaria R$ 386,36 milhões. O Grupo CMA controla a Ceva (pivô do segundo negócio), a CMA Atlantic e a CMA Terminals.  

    Segundo fato relevante da Santos Brasil, as negociações ainda dependem de aprovações no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e na Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

    O avanço marca a predominância da operação dos terminais por empresas estrangeiras pela primeira vez desde a fundação do Porto de Santos, no Século XVI ou da criação da Companhia das Docas em 1890.

    No Porto de Santos, os grupos MSC e Maersk são controladores de outro grande terminal portuário, o BTP.  Ainda assim, a autarquia pública Autoridade Portuária de Santos (APS), ligada ao governo federal, regula o complexo.

    Quem é a CMA?

    A CMA CGM é uma empresa francesa consolidada como a maior operadora de navios de contêineres do mundo, atrás de MSC e Maersk, respectivamente. A Santos Brasil, por sua vez, opera o principal terminal de contêineres do Porto de Santos, o mais importante do Brasil.

    A venda marca uma transição do controle da Santos Brasil de um banco de investimentos para uma empresa global de navegação.

    Essa tem sido uma tendência dos terminais de contêineres no mundo, com empresas como a CMA CGM, Maersk e MSC demonstrando mais apetite para incorporar esses ativos em seus portfólios. 

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