Combate a incêndios avança com chuvas e polícia segue na cola de suspeitos com multa e operação deflagrada

    Polícia Federal mira família suspeita por “muralha de fogo” e AGU cobra R$ 89 milhões

    Combate a incêndios avança com chuvas e polícia segue na cola de suspeitos com multa e operação deflagrada
    10deOutubrode2024ás11:04

    O combate aos incêndios florestais no Brasil permanece intenso e tem avançado com a chegada das chuvas em algumas regiões, enquanto as ações de fiscalização e punição aos responsáveis por queimadas ilegais ganham força.

    Operações das autoridades têm resultado em prisões e multas milionárias. Uma das ações mais recentes envolve a Advocacia-Geral da União (AGU), que ajuizou processos para cobrar cerca de R$ 89 milhões de pessoas e empresas envolvidas na destruição de vegetação nativa na Amazônia.

    Multas milionárias e ações na justiça

    Nesta quarta-feira (9), a AGU informou que ingressou com cinco ações judiciais para cobrar R$ 89 milhões dos envolvidos nas queimadas que devastaram aproximadamente 5 mil hectares de floresta nos municípios de Boca do Acre (AM), Lábrea (AM), Altamira (PA) e São Félix do Xingu (PA). 

    O objetivo é bloquear os bens dos acusados, exigir a reparação das áreas afetadas e proibir a exploração comercial das regiões. 

    combate_incendio

    Operação da Polícia Federal em Corumbá

    Em outra frente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Arraial São João em Corumbá (MS) para investigar um incêndio no Pantanal, conhecido como "muralha de fogo". 

    O fogo, que se alastrou na divisa com a Bolívia durante as festividades de São João, consumiu cerca de 30 mil hectares do bioma pantaneiro. 

    As investigações apontam que o incêndio foi causado por uma família local, que utiliza a área ilegalmente para criação de gado.

    Durante a operação, seis pessoas foram alvos de mandados de busca e apreensão, sendo que dois membros da família foram detidos – um por posse ilegal de arma e outro por suspeita de envolvimento em contrabando de bois da Bolívia. A família também é investigada por crimes ambientais, grilagem de terras e trabalho análogo à escravidão.

    Combate intensificado no Mato Grosso

    No Parque Estadual Encontro das Águas, em Poconé (MT), mais de 120 agentes, com apoio de nove aeronaves e caminhões-pipa, estão trabalhando no combate a um incêndio de grandes proporções. 

    As ações são dificultadas pelo acesso restrito à área, o que tem exigido o uso de helicópteros para o enfrentamento direto das chamas. A chegada das chuvas na região nos dias 8 e 9 de outubro tem auxiliado na contenção dos focos de calor.

    bombeiros_matogrtosso

    O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso monitora os incêndios florestais com ajuda de satélites, e na quarta-feira (9), o estado registrou 385 focos de calor, com a maioria concentrada na Amazônia e no Pantanal.

    Tocantins e outras regiões

    No Tocantins, os bombeiros seguem em operações nas áreas mais afetadas, como os Parques Estaduais do Jalapão e do Cantão, a Ilha do Bananal e a Lagoa da Confusão. 

    Com a chegada das primeiras chuvas de outubro, os focos de incêndio diminuíram, mas os bombeiros continuam de prontidão. Durante setembro, o período mais crítico, a vegetação acumulada e a falta de chuvas dificultaram o combate, especialmente em áreas de difícil acesso com incêndios subterrâneos.

     

    Temas nesta notícia