Inflação registra alta de 0,39% em novembro, impulsionada pela alimentação; carne sobe 8%

    Cortes como alcatra, contrafilé, chã de dentro e costela dispararam

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    Em 12 meses, IPCA de 4,87% supera meta do governo. (Foto - Helena Pontes/IBGE)

    Em 12 meses, IPCA de 4,87% supera meta do governo. (Foto - Helena Pontes/IBGE)

    10deDezembrode2024ás14:37

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, avançou 0,39% em novembro, desacelerando em relação a outubro, quando a taxa foi de 0,56%. A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A principal pressão veio do grupo Alimentação e bebidas, que apresentou alta de 1,55%, com destaque para o aumento nos preços das carnes (8,02%).

    Outros destaques incluem o grupo Transportes (0,89%), influenciado pelas passagens aéreas (+22,65%), e Despesas pessoais (1,43%), impactado pela elevação no preço do cigarro (+14,91%).

    No acumulado do ano, a inflação está em 4,29%, enquanto o índice para os últimos 12 meses alcançou 4,87%.

    Impacto dos alimentos

    O grupo Alimentação e bebidas foi responsável por 0,33 ponto percentual (p.p.) do índice de novembro, sendo que cortes como alcatra, contrafilé, chã de dentro e costela tiveram alta média de 8%.

    Segundo o gerente do IPCA e INPC, André Almeida, “a menor oferta de animais para abate e o aumento nas exportações reduziram a disponibilidade interna de carnes”.

    A alimentação no domicílio acelerou de 1,22% em outubro para 1,81% em novembro, puxada pelas carnes, óleo de soja (+11,00%) e café moído (+2,33%).

    Por outro lado, itens como manga (-16,26%), cebola (-6,26%) e leite longa vida (-1,72%) registraram queda.

    Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,88%, superando a variação de outubro (0,65%). O subitem refeição passou de 0,53% para 0,78%, enquanto o lanche avançou de 0,88% para 1,11%.

    IPCA

    Outros grupos em destaque

    O grupo Transportes teve alta de 0,89%, principalmente devido ao aumento nas passagens aéreas (+22,65%), que exerceram o maior impacto individual no índice (+0,13 p.p.). Combustíveis, por outro lado, recuaram -0,15%, influenciados por quedas no etanol (-0,19%) e gasolina (-0,16%).

    Em Despesas pessoais, o cigarro (+14,91%) se destacou após o reajuste da alíquota do IPI. Outros subitens, como pacotes turísticos (+4,12%) e hospedagem (+2,20%), também pressionaram o grupo.

    Por outro lado, o maior impacto negativo veio de Habitação (-1,53%), devido à queda nos preços da energia elétrica residencial (-6,27%). A mudança na bandeira tarifária para amarela contribuiu para o recuo.

    Entre as localidades pesquisadas, Rio Branco (AC) registrou a maior alta (0,92%), impulsionada pelas carnes (+8,04%). Já Porto Alegre teve a menor variação (0,03%), refletindo a queda nos preços da energia elétrica residencial (-7,67%).

    INPC avança 0,33%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, subiu 0,33% em novembro, abaixo da taxa de outubro (0,61%). O acumulado do ano ficou em 4,27%, com alta de 4,84% nos últimos 12 meses.

    Os alimentos seguiram como principal pressão, registrando alta de 1,62%, enquanto os produtos não alimentícios recuaram -0,08%. Entre as regiões, Rio Branco teve a maior alta (0,89%), e Porto Alegre a maior queda (-0,02%).).

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