Chuva intensa avança do Sudeste até a Amazônia e causa alertas em várias regiões

    Em SP, Defesa Civil montou gabinete de crise presencial diante das fortes chuvas

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    Equipes estão mobilizadas no Palácio dos Bandeirantes, em SP, para garantir pronta resposta à população em caso de emergência. (Foto: Divulgação/Governo de SP)

    Equipes estão mobilizadas no Palácio dos Bandeirantes, em SP, para garantir pronta resposta à população em caso de emergência. (Foto: Divulgação/Governo de SP)

    27deDezembrode2024ás07:46

    As chuvas seguem intensas e persistentes em várias partes do Brasil nesta sexta-feira (27), com destaque para o impacto da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno climático provoca dias consecutivos de céu nublado e volumes expressivos de chuva, gerando riscos significativos à população.

    A ZCAS afeta áreas desde o sudoeste da Amazônia, atravessando o Centro-Oeste e o Sudeste, até o Oceano Atlântico.

    A previsão indica que o sistema continuará ativo pelo menos até a próxima segunda-feira (30), exigindo atenção redobrada, especialmente no Sudeste, onde os impactos podem ser mais severos nos próximos dias.

    Inmet emite alertas para chuva e ventos intensos

    O Inmet divulgou dois alertas meteorológicos para diversas regiões do país.

    O primeiro é um alerta laranja (Perigo) para previsão de chuvas intensas com volumes de até 100 mm em 24 horas e ventos de até 100 km/h.

    O alerta vale para áreas do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás (incluindo todo o estado) e o Distrito Federal.

    alertainmet

    Já o alerta amarelo (Perigo Potencial) para chuvas intensas abrange os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e o Distrito Federal.

    As regiões podem registrar volumes de chuva de até 50 mm em 24 horas, com ventos de até 60 km/h

    amarelo inmet

    Defesa Civil de São Paulo mantém gabinete de crise

    Em São Paulo, o governo estadual ativou um gabinete de crise para responder rapidamente a emergências causadas pelas chuvas previstas.

    Desde terça-feira (24), as equipes monitoram os maiores acumulados de precipitação.

    Na quarta-feira (25), moradores de Campinas receberam alertas sonoros pelo sistema Cell Broadcast, avisando sobre risco de inundações. Foi a primeira vez que a ferramenta foi utilizada, destacando a gravidade do cenário.

    O gabinete de crise, que vinha operando de forma remota, reuniu representantes de serviços essenciais e empresas de energia e abastecimento no Palácio dos Bandeirantes. As operações devem continuar até sexta-feira (27).

    Centro-Oeste registra acumulados expressivos de chuva

    A ZCAS também intensifica a instabilidade no Centro-Oeste. Mato Grosso apresenta os maiores volumes, com acumulados de até 150 mm em áreas próximas às divisas com Goiás.

    Em Goiás, as chuvas devem ultrapassar 100 mm em boa parte do estado, enquanto no Mato Grosso do Sul o acumulado chega a 60 mm, concentrando-se na faixa norte. No Distrito Federal, os volumes podem ultrapassar 80 mm, especialmente na região leste.

     chuva

    Norte do país em alerta para tempestades

    A chuva se intensifica na região Norte, com destaque para Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. Segundo os mapas meteorológicos, áreas em roxo, como o sudoeste do Pará e partes do Amazonas, têm risco de tempestades severas. Nessas regiões, pancadas de chuva podem ser acompanhadas de raios e ventos fortes.

    Até o final de dezembro, os acumulados podem alcançar 150 mm em algumas áreas marcadas em vermelho no mapa, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos de terra.

    Sul e Matopiba enfrentam seca

    Enquanto o Norte e o Centro-Oeste lidam com chuvas intensas, o Sul do Brasil permanece em situação de seca, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Não há previsão de retorno significativo das chuvas na metade sul desses estados.

    No Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), as precipitações se concentram no norte do Tocantins e do Maranhão, deixando o oeste da Bahia e o sul do Piauí em situação de escassez hídrica.

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