Paraná decola com dobro de capacidade nos aeroportos de Foz do Iguaçu e Londrina
Investimento de R$ 600 milhões favorecerá ainda mais investimentos no agro, turismo e outros setores
Por |
O estado do Paraná celebra avanços significativos na infraestrutura aeroportuária com a conclusão das obras de modernização dos aeroportos internacionais de Foz do Iguaçu e Londrina, que podem agora receber em conjunto até 7 milhões de passageiros por ano.
Os projetos, liderados pela concessionária CCR Aeroportos, envolveram um investimento total de quase R$ 600 milhões, dobrando a capacidade de atendimento de ambos os terminais e fortalecendo o turismo e a economia regional.
As obras também impactaram positivamente a economia local, gerando 1,7 mil empregos diretos em Foz do Iguaçu e um número expressivo em Londrina. O Paraná registrou o quarto maior PIB do agronegócio em 2024 e se destaca na produção de proteína animal (frango e suínos), lácteos, grãos e dezenas de outros produtos.
Além disso, os investimentos da CCR Aeroportos reforçam a posição do Paraná como um dos estados mais atrativos para a iniciativa privada. Segundo o presidente da empresa, Fábio Gusso, o Paraná foi o estado que mais recebeu recursos entre os 17 aeroportos administrados pela concessionária no Brasil.
Foz do Iguaçu
Em Foz do Iguaçu, a modernização do terminal recebeu R$ 396 milhões e incluiu ampliações significativas na estrutura interna e externa. O terminal de passageiros foi ampliado em 5 mil metros quadrados, e novas instalações, como uma sala de embarque internacional conectada às aeronaves por pontes de embarque, foram incorporadas.
A capacidade anual de passageiros saltou de 2 milhões para 4 milhões. Ademais, a pista de pouso foi ampliada em 600 metros, tornando-se a segunda maior do Sul do Brasil, e novas áreas de escape foram construídas para atender às normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Foz do Iguaçu é um marco muito importante para nós, pois é um dos aeroportos onde realizamos a maior transformação”, destacou Fábio Russo, CEO da CCR Aeroportos. Segundo ele, o terminal agora se alinha à demanda internacional, fortalecendo o potencial turístico da região, conhecida pelas Cataratas do Iguaçu e pela Tríplice Fronteira.
A expansão do Aeroporto de Foz também inclui um projeto cultural em parceria com o Centre Georges Pompidou, da França. Um terreno ao lado do terminal foi cedido para a construção do futuro Museu Internacional de Arte de Foz do Iguaçu, que promete ampliar ainda mais o apelo turístico da cidade.
Londrina
Em Londrina, no Norte do estado, as obras demandaram um investimento de R$ 201 milhões e dobraram a capacidade do terminal, que agora pode receber até 3,5 milhões de passageiros por ano.
O terminal de passageiros foi ampliado de 8,5 mil para 11,5 mil metros quadrados e ganhou novas salas de embarque com fingers, permitindo acesso direto às aeronaves.

A pista de pouso também foi estendida em 150 metros e modernizada com infraestrutura para a futura implantação do sistema de pouso por instrumentos (ILS), que ampliará a operacionalidade em condições climáticas adversas.
“O investimento em Londrina melhora significativamente a logística e garante mais conforto aos passageiros”, afirmou Paulo Lyra, gerente de Engenharia da CCR Aeroportos. Ele ressaltou que as novas instalações também contribuem para a expansão de voos regionais e nacionais.
Estratégico
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que as melhorias nos dois terminais atendem às necessidades regionais e nacionais.
“Agora, temos condições de atrair mais voos internacionais e fortalecer a economia regional, especialmente com o crescimento do turismo em Foz do Iguaçu e o papel estratégico de Londrina”, disse.
Na cerimônia de entrega das obras, o governador Carlos Massa Ratinho Junior enfatizou a importância desses investimentos.
“Com a modernização dos nossos aeroportos, o Paraná ganha destaque no cenário nacional e internacional. É o resultado de um planejamento estratégico para transformar nosso estado em um hub de turismo e desenvolvimento”, concluiu.