Governo avalia reduzir alíquotas de importação e convoca atacadistas para frear preços dos alimentos

    Controle da inflação vira prioridade no governo e mobiliza até vídeo de Janja

    Ministros da Casa Civil, Agricultura e Pecuária, e Desenvolvimento Agrário, além da Conab, estão mobilizados. (Foto: Wallisson Breno / PR)

    Ministros da Casa Civil, Agricultura e Pecuária, e Desenvolvimento Agrário, além da Conab, estão mobilizados. (Foto: Wallisson Breno / PR)

    27deJaneirode2025ás10:40

    O preço elevado dos alimentos continua sendo um dos maiores desafios do governo federal, impactando diretamente o poder de compra dos brasileiros e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    Em busca de soluções para conter a inflação, medidas emergenciais e diálogos com o setor produtivo estão no centro das ações do governo nesta semana.

    Após reuniões na última sexta-feira (24) com ministros da Fazenda, Casa Civil, Agricultura e Pecuária, e Desenvolvimento Agrário, o governo anunciou que estuda reduzir alíquotas de importação para equilibrar os preços internos com os valores praticados no mercado internacional.

    De acordo com Rui Costa, ministro da Casa Civil, a estratégia busca corrigir distorções no mercado interno.

    "Se os produtos estão mais caros no Brasil do que lá fora, as alíquotas serão reduzidas para trazer os preços ao nível internacional. Essa é a política que vamos adotar, analisando produto por produto", afirmou Costa.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, apontou o milho como um exemplo de produto que pode ter alíquota ajustada, caso seja confirmada a diferença de preços entre os mercados interno e externo.

    "Se nós somos exportadores de alimentos, não faz sentido o alimento estar mais caro aqui do que lá fora. Se constatado, vamos ajustar para garantir paridade", declarou. 

    Reuniões com Atacadistas e Supermercados

    Em um vídeo divulgado pela primeira-dama Janja, Lula destacou que se reunirá com atacadistas, donos de supermercados e produtores para discutir soluções que barateiem os preços dos alimentos.

     
     
     
     
     
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    Segundo o presidente, fatores como alta do dólar, condições climáticas extremas e maior demanda da população influenciam diretamente no aumento dos preços.

    "Quando o povo pode comprar mais, os vendedores aumentam os preços, o que gera inflação. E quem paga é o trabalhador, que vai ao supermercado comprar comida", afirmou Lula.

    O ministro Rui Costa também reforçou que o governo não adotará medidas heterodoxas, como tabelamento ou congelamento de preços.

    A estratégia do governo envolve manter o diálogo com toda a cadeia produtiva, desde agricultores até redes de supermercados. Segundo Rui Costa, "a ideia é criar uma ponte com o mercado, que é onde os preços se realizam".

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    Safra recorde e queda do dólar: alívio à vista?

    O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que a safra recorde esperada para este ano e a recente queda do dólar são fatores que devem ajudar na redução dos preços dos alimentos.

    De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos pode crescer 8,2% em 2025, atingindo um recorde histórico. 

    "Com uma boa safra e a queda do dólar, que influencia fertilizantes, combustíveis e equipamentos, haverá uma pressão para baixo nos preços", avaliou Alckmin.

    Além disso, ele destacou a importância do estoque regulador da Conab, que ajuda a evitar oscilações bruscas no mercado, e da reforma tributária, que promete desonerar itens da cesta básica, incluindo proteínas animais.

    Alckmin também participou de um encontro com sindicalistas na União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, para debater estratégias de desenvolvimento econômico e geração de empregos para 2025.

    Com ações emergenciais, diálogo com o mercado e a expectativa de boas colheitas, o governo tenta equilibrar a balança econômica e reduzir a pressão sobre os consumidores.

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