Ainda no azul, gigantes ADM e Bunge divulgam queda pela metade do lucro em 2024

    "Novo normal" do agro segue fazendo vítimas entre empresas de todos os tamanhos

    Ainda no azul, gigantes ADM e Bunge divulgam queda pela metade do lucro em 2024
    05deFevereirode2025ás16:16

    As gigantes estadunidenses ADM (Archer Daniels Midland) e Bunge amargaram redução pela metade de seus lucros líquidos em 2024.

    Os resultados são sintomáticos para a agropecuária no mundo, e também no Brasil, em um ano de quebras, prejuízos e ranger de dentes.

    Contudo, o passado não ficou para trás. A ADM, por exemplo, anunciou que deverá ter cortes expressivos de pessoal.

    Outras multinacionais, como a FMC, John Deere e AGCO, entre outras, tiveram medidas semelhantes nos últimos meses. 

    Um dos motivos é o contraste entre o cenário de 2022 e o atual de “novo normal”. 

    Se o início da Guerra entre Rússia e Ucrânia e os resquícios da pandemia de Covid-19 valorizaram as commodities, safras e estoques globais crescentes empurram elas para baixo.

    Resultados da ADM

    A ADM teve um lucro líquido de US$ 1,8 bilhão ou 46,6% menos na comparação com os US$ 3,5 bilhões em 2023.

    Em termos de faturamento, a queda foi bem menor, mas ainda expressiva 9% menor, com US$ 85,5 bilhões.

    O presidente do conselho e CEO da ADM, Juan Luciano, revelou algumas consequências e estratégias para 2025.

    “Com condições de mercado mais brandas e incerteza política em todo o mundo em 2025, estamos focados em melhorar nosso desempenho operacional, acelerar a economia de custos e simplificar nosso portfólio”, escreveu em nota do balanço financeiro.

    Isso significa cortes de custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões e de até 700 funcionários globalmente nos próximos três anos.

    Resultados da Bunge

    Já a Bunge Global também reportou redução pela metade no lucro líquido em 2024 para US$ 1,137 bilhão. Por ora, a diferença é não haver informação sobre cortes como a concorrente.

    A companhia afirmou na divulgação do balanço financeiro que os preços da soja, milho e trigo atingiram as mínimas de quatro anos em 2024 e reduziram a margem das operações.

    O desempenho foi impactado principalmente pela redução na lucratividade do processamento de grãos, especialmente na América do Norte e na América do Sul.

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