Coopavel visa multiplicar uso de biológicos até 2030
Cooperativa obteve também primeira certificação oficial para bioinsumo "cooperado"

A Coopavel vai ampliar seus investimentos anuais em bioinsumos. A informação foi divulgada por seu presidente, Dilvo Grolli, ontem (dia 10), durante anúncio da certificação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do primeiro biológico desenvolvido por uma cooperativa.
A intenção de ampliar o uso e a comercialização de biológicos motivou, entre outras iniciativas, a criação da empresa Biocoop, a construção de uma fábrica de biológicos e o início de uma parceria com a Embrapa Soja.

O projeto desenvolveu o inoculante Azoscoop, lançado durante a Show Rural Coopavel, que ocorre até a próxima sexta-feira.
A realização inédita confirma o potencial do segmento dos biológicos no país, que vive um crescimento exponencial nos últimos anos.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, ressaltou a crescente importância da produção de bioinsumos.
"O Brasil gasta R$ 85 bilhões ao ano em defensivos químicos, enquanto apenas R$ 10 bilhões em bioinsumos. Prevemos que esse mercado deverá triplicar em cinco anos”, disse.
O Brasil já lidera o uso de biológicos em todas as categorias entre os principais produtores globais.
Segundo ele, o fato de a Biocoop ser a primeira indústria de bioinsumos no Brasil a pertencer a uma cooperativa também é significativo.
"Isso fortalece o papel das cooperativas na inovação e na busca por soluções mais ecológicas e acessíveis para os produtores rurais”, disse.
Parceria com a Embrapa
O Azoscoop, um inoculante para milho com formulação exclusiva, que será produzido também na primeira fábrica de bioinsumos de uma cooperativa no país.
O gerente da Biocoop, Leandro Belter , explica que o inoculante para milho tem como principal característica ser um promotor de crescimento natural, elevando a produtividade da cultura do milho e de forma ambientalmente sustentável.
O produto é inédito no Brasil e passou por análise rigorosa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Com a certificação do Mapa, a etapa de autorização está concluída e produto pode ser produzido e registrado para comercialização.
Na parceria, a Embrapa ficou responsável pela pesquisa, enquanto a Biocoop, da produção.
Para fins de registro, o produto passou por avaliação de toxilogia na Anvisa, em seguida, o IBAMA avaliou o potencial de periculosidade ambiental. A última etapa foi a avaliação e certificação do Mapa.
“Conseguir autorização para certificação do Azoscoop é uma vitória muito grande para nós após percorremos um longo processo, pois é um produto totalmente novo no mercado,” afirmou Leandro Belter.
