Bayer anuncia quarta geração da biotecnologia Bollgard para o algodão com lançamento até 2028

    Companhia apresentou os avanços da nova geração da plataforma durante evento em Sorriso (MT), que reuniu representantes da cadeia produtiva

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    Representantes da cadeia do algodão durante a Casa do Algodão Bayer em Campo, em Sorriso (MT), onde a empresa anunciou a quarta geração da biotecnologia Bollgard.

    Bayer apresentou a quarta geração da biotecnologia Bollgard durante evento em Sorriso (MT), com lançamento previsto para 2028.

    20deJulhode2026ás13:30

    A Bayer confirmou que lançará, até 2028, a quarta geração da biotecnologia Bollgard para o algodão. O anúncio foi feito durante a Casa do Algodão Bayer em Campo, realizada em Sorriso (MT), onde a companhia apresentou os avanços da próxima evolução da plataforma a representantes de toda a cadeia produtiva.

    Utilizada há mais de duas décadas na cotonicultura brasileira, a plataforma Bollgard reúne tecnologias voltadas à proteção contra lagartas e ao manejo de plantas daninhas, contribuindo para ganhos de produtividade no campo. Com a nova geração, a Bayer pretende ampliar esse pacote tecnológico.

    Além dos benefícios já oferecidos pelas gerações anteriores da plataforma, a nova tecnologia contará com novas proteínas para proteção contra as principais lagartas da cultura, maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas e a tecnologia ThryvOn, desenvolvida para fornecer proteção integrada das plantas de algodão contra o inseto tripes. Será a primeira biotecnologia com essa inovação disponível no Brasil.

    "A plataforma Bollgard acompanha a evolução da cotonicultura brasileira. Agora, mostramos como o futuro dessa história será escrito. A quarta geração da biotecnologia representa um avanço da nossa pesquisa para reforçar o compromisso da Bayer em seguir investindo em inovação para entregar produtividade, sustentabilidade e competitividade à cadeia do algodão no país", afirmou o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente.

    Cadeia do algodão debate inovação e futuro da cultura

    A programação reuniu produtores, pesquisadores, representantes da indústria têxtil, exportadores e entidades do setor para discutir os desafios e as perspectivas da cotonicultura brasileira.

    Durante o evento, os participantes visitaram a estação de pesquisa da Bayer, em Sorriso, onde conheceram os avanços da próxima geração da plataforma Bollgard. Na sequência, acompanharam uma visita técnica à Fazenda da Pedra, também no município, com demonstrações em campo da biotecnologia Bollgard 3 XtendFlex (B3XF) e do portfólio de sementes Deltapine, desenvolvido a partir do maior banco de germoplasma de algodão do mundo.

    O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, proprietário da Fazenda da Pedra, destacou a contribuição das inovações para o desenvolvimento da cotonicultura nacional.

    "No passado, tínhamos poucas tecnologias; com o passar dos anos, elas vieram agregar valor à produção e facilitar o cultivo, o que nos tornou o maior exportador de algodão do mundo”, disse.

    Segundo o presidente da Abrapa, o desenvolvimento de novas tecnologias nos próximos anos contribuirá para elevar a qualidade da fibra, a produtividade e a competitividade do algodão brasileiro.

    “Com isso, produziremos algodão com mais qualidade e menor custo de produção, utilizando essas ferramentas para reduzir o uso de defensivos agrícolas e manter ou aumentar a nossa produtividade”, completou.

    Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, a chegada de novas tecnologias amplia a segurança no planejamento das lavouras.

    "É muito bom para nós, produtores, pois passa a ser uma segurança receber notícias de novas tecnologias em relação a variedades de algodão com custos mais baixos, mas, acima de tudo, com produtividade e melhor qualidade da nossa fibra. Pensar no futuro do algodão para o Brasil e para o mundo nos dá conforto e otimismo”, explicou.

    Mato Grosso concentra 68% da produção brasileira

    Mato Grosso sediou o evento por concentrar cerca de 68% da produção brasileira de algodão em pluma. Na safra 2025/26, a expectativa é que o estado colha aproximadamente 2,7 milhões de toneladas, de um total estimado em 3,97 milhões de toneladas no país.

    Entre os desafios enfrentados pelos produtores está o controle de plantas daninhas de difícil manejo, como o caruru. Além de Mato Grosso, a Bayer informou que pretende levar a agenda da Casa do Algodão Bayer em Campo a outros polos produtores do país.

    Presente em variedades de sementes como a Deltapine, a tecnologia Bollgard 3 XtendFlex oferece flexibilidade no controle de plantas daninhas, como o caruru, proteção contra as principais lagartas do algodão e tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e dicamba em áreas de primeira e de segunda safra.

    Outra inovação apresentada foi o herbicida XtendiMax 2, recomendado para aplicações em dessecação pré-plantio e em pós-emergência no início do ciclo do algodão e da soja. Segundo a Bayer, a nova geração reduz os riscos de volatilidade e deriva e integra o manejo de plantas daninhas como buva e diferentes espécies de caruru. O produto já está disponível no mercado.

    A programação contou com representantes da Embrapa, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Fundação MT, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA-MT), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e Tropical Melhoramento & Genética (TMG).

    Bayer amplia portfólio para proteção de cultivos

    Além da nova geração da plataforma Bollgard, a Bayer apresentou seu portfólio de proteção de cultivos voltado ao algodão. Entre as soluções estão o XtendiMax 2, o tratamento de sementes Bayer Guardião, desenvolvido para o controle de pragas e doenças iniciais da cultura, como tombamento e mela, o desfolhante Dropp Ultra, o regulador de crescimento Finish, o fungicida Fox Xpro, indicado para o manejo de doenças como mancha-alvo e mancha de ramulária, e o inseticida Curbix, voltado ao controle do bicudo-do-algodoeiro.

    A companhia também apresentou soluções em desenvolvimento para os próximos anos, como o inseticida Plenexos, atualmente em fase de registro para controle da mosca-branca e do pulgão; o fungicida Iblon, previsto para 2028, destinado ao controle de doenças foliares, como mancha de ramulária e mancha-alvo; e o herbicida pré-emergente Mateno Pre, também em fase de registro. Segundo a Bayer, essas soluções ampliarão o pipeline da empresa para a cotonicultura.

    Sustentabilidade também ganha espaço na cotonicultura

    Além da produtividade, a sustentabilidade também esteve entre os temas discutidos durante a agenda em Sorriso.

    Segundo dados do setor, mais de 90% da produção brasileira de algodão é cultivada em sistema de sequeiro, dependendo da água da chuva, enquanto a irrigação é utilizada apenas em algumas regiões. De acordo com a Bayer, esse modelo contribui para maior eficiência no uso dos recursos hídricos.

    A companhia também destacou a plataforma PRO Carbono, ferramenta que permite identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las, considerando as características regionais e apoiando decisões ao longo da cadeia produtiva.

    As tecnologias apresentadas durante a Casa do Algodão Bayer em Campo também estarão entre os destaques do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que será realizado entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG), reunindo representantes da cadeia produtiva para debater inovação, produtividade e sustentabilidade na cotonicultura.

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