Conab vai vender nove armazéns ociosos com apoio do BNDES
Recursos serão diretamente aplicados em reformas e ampliações de unidades estratégicas
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) assina nesta quarta-feira (12) um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a venda ou alienação de nove estruturas de armazenagem atualmente ociosas.
Apesar de estarem sem uso, esses imóveis geram um custo anual de manutenção de R$ 8 milhões. As informações são do Globo Rural.
O acordo, que envolve a prestação de serviços técnicos especializados pelo BNDES, prevê a troca de ativos imobiliários que não servem mais à atividade-fim da Conab por reformas que visam ampliar a capacidade estática de armazenamento da companhia.
A expectativa é arrecadar cerca de R$ 175 milhões com o processo, segundo o Globo Rural. A lista de ativos inclui armazéns graneleiros e convencionais, silos desativados e até um andar em um prédio comercial em Brasília.
Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, em entrevista ao jornal Valor, a estatal não receberá valores em dinheiro, já que os recursos serão diretamente aplicados em reformas e ampliações de unidades estratégicas.

O objetivo é investir em oito unidades localizadas em Goiás (três), Mato Grosso (duas), Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal (uma em cada). Com isso, a capacidade estática de armazenamento da Conab deve crescer 33%, saltando de 900 mil para 1,2 milhão de toneladas.
A expectativa da estatal é concluir a negociação dos imóveis e iniciar as obras ainda em 2025, com previsão de conclusão até 2026.
BNDES lança plataforma de soluções financeiras para municípios
Na terça-feira (11), o BNDES lançou o site BNDES Cidades durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. O novo hub oferece acesso a soluções financeiras do banco para gestores públicos municipais, com informações sobre produtos de crédito, serviços e diferentes formas de apoio.
A plataforma permite filtrar soluções por porte do município e segmento do projeto, além de destacar fontes de recursos para iniciativas de adaptação climática, infraestrutura social e governo digital.
Também oferece modelos de projetos para áreas como gestão pública, iluminação, transporte escolar e saúde, além de orientações sobre requisitos para financiamento e informações sobre instituições credenciadas para repasse de recursos do BNDES.
A diretora do BNDES, Tereza Campello, destacou duas frentes de atuação do banco: projetos estruturantes com financiamento acima de R$ 20 milhões, priorizando iniciativas sustentáveis, e ações de prevenção e gestão de riscos e desastres, como o suporte ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Um dos destaques é o projeto de canalização e urbanização de canais em Belém, considerado o maior da história do banco voltado para favelas e periferias.