Paraná amplia produção de cebola em 44% e terá a melhor safra da década

    Produção em alta se deve principalmente ao uso da tecnificação em lavouras

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    Paraná amplia produção de cebola em 44% e terá a melhor safra da década
    20deMarçode2025ás15:12

    Após enfrentar quedas na produção devido às condições climáticas, o Paraná registrou uma forte recuperação na safra 2024/25 de cebola, alcançando 127,6 mil toneladas – um crescimento de 44% em relação ao ciclo anterior.

    O avanço é impulsionado pela modernização das lavouras, especialmente na região de Guarapuava, no Centro-Sul do estado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

    Em 2024, o Paraná colheu 88,6 mil toneladas de cebola, um recuo de 21,1% em relação ao ano anterior, quando a produção foi de 112,4 mil toneladas.

    No entanto, a safra atual alcançou 127,6 mil toneladas, registrando a melhor produtividade dos últimos dez anos, com 38,9 mil quilos por hectare. A maior safra registrada até então foi em 2016, com 130,8 mil toneladas.

     “O ano passado foi impactado por fatores climáticos em todo o país. Agora, vemos uma rápida modernização na região de Guarapuava, onde a produtividade chega a 50 toneladas por hectare, enquanto outras regiões produzem cerca de 20 toneladas”, afirmou Andrade. 

    A área plantada também deve crescer. Nos últimos anos, houve uma redução progressiva, passando de 5.859 hectares em 2016 para 2.701 hectares na safra 2023/24. No último ciclo, a área já subiu para 3.277 hectares.

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    Importação e mercado externo

    A queda na produção nacional levou o Brasil a importar 257,4 mil toneladas de cebola em 2024, com um custo de US$ 84,4 milhões – um aumento de 92% no volume e de 174% no valor em relação a 2023, quando foram adquiridas 134,1 mil toneladas por US$ 30,8 milhões. 

    No Paraná, as importações também cresceram. Em 2024, o estado comprou 32,5 mil toneladas de cebola, gastando US$ 8,6 milhões. No ano anterior, as compras foram de 9,8 mil toneladas, com um investimento de US$ 1,9 milhão.

    A Argentina foi o principal fornecedor, com 27,9 mil toneladas, seguida por Chile, Uruguai, Espanha e Países Baixos.

    As relações comerciais do Brasil e do Paraná com países parceiros do Mercosul no setor da cebola são tema do Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 14 a 20 de março, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

    Além disso, a cultura da cebola será discutida nesta sexta-feira (21) e sábado (22) no XXVI Seminário de Cebola do Mercosul, que ocorre em Viedma, na Província de Rio Negro, e em Hilário Ascasubi, na Província de Buenos Aires, ambas na Argentina. O engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista do Deral, será um dos palestrantes.

    Milho

    O Paraná está finalizando o plantio do milho da segunda safra, com 91% dos mais de 2,6 milhões de hectares já semeados. No entanto, as ondas de calor e a irregularidade das chuvas podem impactar o desenvolvimento das lavouras. 

    A colheita da primeira safra atingiu 84% da área plantada, com uma estimativa de 2,8 milhões de toneladas e produtividade média superior a 10,4 mil quilos por hectare, a maior já registrada para uma primeira safra no estado.

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    Carne suína

    Fevereiro foi o melhor mês da história para a exportação de carne suína paranaense, segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária.

    O estado exportou 17,82 mil toneladas, um aumento de 47,9% em relação a fevereiro de 2024.

    O crescimento foi impulsionado pela ampliação das vendas para mercados como Argentina, Costa do Marfim, Vietnã, Hong Kong e Uruguai.

    Além disso, o Paraná iniciou exportações para as Filipinas, que adquiriram 1,1 mil toneladas. A expectativa é de que as vendas continuem em alta ao longo do ano.

    Carne bovina e de frango

    Nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 423,5 mil toneladas de carne bovina. A China seguiu como principal destino, com 183,7 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com 45,9 mil toneladas. 

    As exportações também aumentaram a receita do setor. Nos primeiros meses de 2024, a arrecadação foi de US$ 1,79 bilhão, valor que subiu para US$ 2,03 bilhões em 2025. 

    A Pesquisa Trimestral de Abates de Animais, do IBGE, aponta que o Brasil abateu 6,456 bilhões de frangos em 2024, um crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior. 

    O Paraná segue como líder nacional no setor, com 2,208 bilhões de aves abatidas, o que representa 34,2% da produção do país. O estado também foi o maior produtor de carne de frango, com 4,756 milhões de toneladas, seguido por Santa Catarina, com 1,839 milhão.

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