Carne bovina: exportações do Brasil crescem em junho e fecham semestre com alta de 27,1% em receita
País embarcou 1,47 milhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2025, com média mensal de 245 mil toneladas
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As exportações brasileiras de carne bovina fecharam junho de 2025 com forte crescimento, consolidando um avanço de 27,1% na receita acumulada do primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os embarques do mês passado somaram US$ 1,428 bilhão — alta de 50% frente a junho do ano passado. Em volume, foram exportadas no mês passado 271,2 mil toneladas, crescimento de 23,3%.
O desempenho de junho reforça a tendência positiva do setor, que vem registrando crescimento contínuo desde o início do ano, diz a Abiec em nota.
A carne bovina in natura respondeu por 91,9% da receita gerada em junho, totalizando US$ 1,31 bilhão e 241 mil toneladas embarcadas. As carnes industrializadas representaram 4,7% das vendas (US$ 67,8 milhões), seguidas por miúdos (2,4%), tripas (0,5%), gorduras (0,3%) e carnes salgadas (0,1%).
Semestre fecha com US$ 7,23 bilhões
Entre janeiro e junho de 2025, as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,23 bilhões, crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 5,68 bi).
No período, segundo a Abiec, foram embarcadas 1,47 milhão de toneladas nos seis primeiros meses do ano, alta de 13,4%. A média mensal de embarques no semestre é de aproximadamente 245 mil toneladas.
“O resultado do semestre reforça a confiança internacional na carne bovina brasileira e consolida o trabalho que temos feito para ampliar e manter o acesso a mercados. Quanto mais exportamos, mais fortalecemos toda a cadeia. Geramos emprego, renda e divisas para o país, ao mesmo tempo em que mantemos abastecido o mercado interno. Cerca de 70% da nossa produção continua no Brasil, e os embarques ao exterior ocorrem de forma complementar ao consumo doméstico, contribuindo para o equilíbrio da oferta e para a sustentabilidade de toda a cadeia”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec.

China lidera como principal destino
A China segue como o maior comprador da carne bovina brasileira. Em junho, o país foi responsável por 52% da receita total (US$ 743,5 milhões) e 50,1% do volume exportado (136 mil toneladas). As compras chinesas cresceram 84,4% em valor e 47,9% em volume, em comparação com junho de 2024.
Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas exportadas e receita de US$ 123,6 milhões. O México apareceu na sequência, com 16,4 mil toneladas (alta de 341,2%) e US$ 89,8 milhões.
A União Europeia importou 8,7 mil toneladas (+37,3%), gerando US$ 73,5 milhões. O Chile respondeu por US$ 52,1 milhões em compras, com 9,3 mil toneladas.
No acumulado semestral, a China também liderou, com 641,1 mil toneladas e US$ 3,22 bilhões em compras — aumento de 28,2% na comparação anual.
Os Estados Unidos importaram 181,5 mil toneladas e somaram US$ 1,04 bilhão (+102%). O Chile comprou 58,9 mil toneladas (US$ 315,5 milhões, alta de 37,4%), e o México, 52 mil toneladas (US$ 276,3 milhões, crescimento de 235,7%).
Malásia abre mercado para colágeno bovino brasileiro
O governo da Malásia autorizou, nesta segunda-feira (7), a importação de colágeno bovino do Brasil para uso na alimentação animal. Com a nova autorização, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) contabiliza 388 aberturas de mercados desde janeiro de 2023.
Segundo o Mapa, a medida fortalece a presença do Brasil no Sudeste Asiático.
Com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria pecuária em expansão, a Malásia tem crescente demanda por insumos voltados à alimentação de aves e suínos.
Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários para o país asiático, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras têxteis, cereais, farinhas, preparações, café e carnes.