Chuvas retornam pelo Sul, mas não chegam até o Centro-Oeste

    Região central do país sofre com falta de chuvas há mais de 40 dias

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    Chuvas retornam pelo Sul, mas não chegam até o Centro-Oeste
    24deJulhode2025ás09:07

    As chuvas voltam a atingir parte da Região Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (24), trazendo alívio para áreas castigadas pela seca, mas também com risco de temporais. Em contrapartida, o tempo continua seco e quente no Centro-Oeste, agravando o cenário de baixa umidade.

    Segundo informações da ClimaTempo, a formação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, em conjunto com ventos intensos nos altos níveis da atmosfera, favorece o avanço de instabilidades pelo Sul do país.

    As chuvas devem atingir desde o centro do Rio Grande do Sul até a parte central do Paraná, com destaque para o norte gaúcho e o sul paranaense, onde há risco de tempestades localizadas.

    As precipitações ocorrem em forma de pancadas e podem vir acompanhadas de rajadas de vento, raios e eventual queda de granizo. Já no norte do Paraná, o sol predomina, e a umidade relativa do ar pode cair para níveis inferiores a 30%, exigindo cuidados com a saúde, especialmente de crianças e idosos.

    No Sudeste, o tempo também apresenta variação importante. O litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro deve ter céu nublado, com pancadas de chuva causadas pela umidade vinda do oceano. O sudeste paulista pode registrar momentos de chuva mais intensa ao longo do dia.

    Nas demais áreas do Sudeste, incluindo o interior de São Paulo, Minas Gerais e o Espírito Santo, o tempo permanece firme. A combinação de sol forte e temperaturas elevadas derruba a umidade relativa do ar para índices abaixo dos 30% nas horas mais quentes. No sul capixaba, há chance de chuva isolada à tarde.

    No Centro-Oeste, o cenário continua crítico. Uma massa de ar seco cobre toda a região, mantendo o tempo aberto e as temperaturas elevadas. Entre o norte de Mato Grosso do Sul e o norte de Goiás, passando por áreas do Mato Grosso e o Distrito Federal, os níveis de umidade podem ficar abaixo dos 20%.

    A condição de tempo seco impõe alerta para riscos à saúde, como desidratação, sangramentos nasais e agravamento de doenças respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação e evitar exercícios físicos nas horas mais quentes.

    O Nordeste também enfrenta predomínio de sol forte e ar seco. No interior, sertão e agreste, a umidade relativa do ar desce a patamares preocupantes, abaixo de 30%. No oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão, os valores ficam ainda mais baixos, abaixo de 20%.

    Embora a chuva tenha perdido força no litoral leste do Nordeste, ainda são esperadas pancadas isoladas entre a Bahia e a Paraíba, com possibilidade de chuva moderada. No litoral do Ceará e do Maranhão, as precipitações devem ser pontuais e de baixa intensidade.

    Na Região Norte, o tempo segue instável principalmente no norte do Amazonas e em Roraima, onde há previsão de pancadas de chuva intercaladas ao longo do dia. Essas ocorrências podem vir com intensidade moderada e trazer algum alívio para as altas temperaturas.

    Já em Rondônia, Tocantins e na metade sul do Pará, predomina o tempo seco, com elevação das temperaturas e queda na umidade. Nessas áreas, os índices de umidade também ficam abaixo de 30%, exigindo os mesmos cuidados com a exposição ao sol e hidratação.

    O contraste entre as regiões do país evidencia os efeitos da transição climática nesta época do ano. Enquanto o Sul experimenta a retomada das chuvas, grande parte do Brasil central e do interior nordestino permanece sob influência do ar seco, com impactos diretos sobre a agricultura e a saúde pública.

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