Venda de unidades no Uruguai gera embate entre Marfrig e Minerva
Negócio bilionário envolve três plantas de abate e depende de decisão da autoridade antitruste uruguaia
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Um contrato de venda de unidades de abate de bovinos e ovinos no Uruguai reacendeu a disputa entre Marfrig e Minerva, dois dos maiores grupos do agronegócio brasileiro.
Nesta sexta-feira (29), a Marfrig anunciou ao mercado que a operação de venda de três unidades para a Minerva foi encerrada.
O acordo, firmado em 28 de agosto de 2023, previa prazo de 24 meses para o cumprimento das condições suspensivas exigidas no contrato. Como o prazo venceu sem a aprovação da autoridade antitruste uruguaia, a empresa declarou a resolução automática do chamado “Contrato Uruguai”.
“As condições suspensivas aplicáveis à operação não foram satisfeitas até a data limite e, portanto, o contrato Uruguai foi resolvido de pleno direito, não mais obrigando as partes a concluir a operação”, afirmou a Marfrig em comunicado. A companhia destacou ainda que “todos os demais termos, condições e cláusulas que, por sua natureza ou por disposição expressa, devam continuar a viger, permanecerão válidos e eficazes”.