GTF capta US$ 60 milhões no exterior e projeta R$ 10 bilhões em sete anos

    Operação de cinco anos com investidores institucionais fortalece caixa, alonga passivo e sustenta metas estratégicas

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    GTF capta US$ 60 milhões no exterior e projeta R$ 10 bilhões em sete anos
    11deFevereirode2026ás13:13

    A  GTF concluiu sua primeira captação internacional, no valor de US$ 60 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 320 milhões, em parceria com o Citi.

    A operação tem prazo de cinco anos e foi direcionada exclusivamente a investidores institucionais.

    Estruturada como operação sindicalizada, contou com a participação do Citi e de bancos da América do Sul e da América Central, reforçando o posicionamento da companhia entre empresas capazes de atrair parceiros financeiros de alcance internacional.

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    Os recursos serão destinados ao alongamento do perfil do passivo, ao financiamento do CAPEX dos próximos anos e à manutenção de uma reserva de caixa relevante, em linha com a estratégia de crescimento orgânico, segundo disse a empresa.

    A prioridade está em investimentos para melhoria do mix de produtos, fortalecimento da cadeia produtiva e ampliação das exportações, com foco em agregar valor à operação e ampliar competitividade.

    Em 2024, a GTF atingiu R$ 4 bilhões em faturamento e lançou um plano estratégico com metas até 2026. O objetivo é alcançar R$ 5 bilhões em receita nesse horizonte e avançar para R$ 10 bilhões nos próximos sete anos.

    Segundo a companhia, a nova operação está alinhada a esse plano e sustenta a expansão de forma equilibrada e sustentável.

    A captação internacional também é apontada como um marco na evolução financeira da empresa, refletindo o fortalecimento de capital ao longo dos últimos anos.

    Retomada da bancabilidade e emissões de CRA

    O processo de retomada da bancabilidade teve início em 2022, com a primeira emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 83 milhões.

    Em 2025, a companhia avançou com a segunda emissão de CRA, no montante de R$ 375 milhões. A operação reforçou a estrutura de capital, alongou o perfil do passivo e viabilizou investimentos estratégicos voltados à melhoria do mix de produtos e à expansão da presença no mercado interno e externo.

    Desde 2021, a GTF registra margens EBITDA consistentes e consolida os resultados dos investimentos realizados. Em 2025, a empresa apresentou alavancagem inferior a 0,5x, indicador que reflete, segundo a companhia, uma estrutura financeira sólida e disciplinada.

    A operação com o Citi reforça a credibilidade da GTF no mercado financeiro internacional e amplia o acesso a capital de longo prazo, sustentando a estratégia de crescimento e consolidando sua posição entre grandes empresas globais do setor de alimentos.

    “Essa primeira captação internacional representa um marco importante para a GTF. Nos últimos anos, a companhia avançou de forma consistente na consolidação de sua estrutura financeira, com operações relevantes no mercado de capitais e, mais recentemente, a conclusão do nosso segundo CRA, no valor de R$ 375 milhões",  ressaltou Vinicius Gonçalves, vice-presidente da GTF, para concluir:

    "Agora, damos um novo passo com a nossa primeira operação internacional, reforçando a solidez da nossa trajetória de crescimento e o trabalho contínuo para aprimorar o mix de produtos e ampliar nossa competitividade nos mercados interno e externo”, ressaltou.

    Segundo André Cury, Head do Citi Commercial Bank para o Brasil e América Latina, “a operação reforça o relacionamento do Citi com o setor agro brasileiro, chave para a estratégia de expansão de nosso Commercial Banking no país."

    "Temos uma posição privilegiada e única, como um banco global com forte presença local, apoiando empresas com soluções que atraem investidores internacionais para diversificar fontes de financiamento e moedas. Estamos em um bom momento de liquidez internacional, com estrangeiros interessados no Brasil, o que resultou em uma captação bem-sucedida da GTF para seu crescimento futuro”, afirma André Cury.

     

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