Primavera começa com frente fria, temporais e influência do La Niña no Brasil

    Estação começa na próxima segunda-feira (22), às 15h19

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    Primavera começa com frente fria, temporais e influência do La Niña no Brasil
    19deSetembrode2025ás16:46

    A primavera de 2025 começa nesta segunda-feira (22), às 15h19 (horário de Brasília), trazendo mudanças bruscas no clima em grande parte do país.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até quarta-feira (24) uma frente fria intensa avançará sobre as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste e Norte, provocando temporais acompanhados de ventos fortes.

    Em seguida, uma massa de ar frio e seco derrubará as temperaturas, com previsão de geada no Sul e até friagem na Amazônia.

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    Os primeiros temporais devem atingir o Rio Grande do Sul ainda no início da semana.

    À medida que a frente fria se deslocar, as instabilidades alcançarão toda a Região Sul e também áreas de Mato Grosso do Sul, chegando ao extremo sul e sudoeste de São Paulo.

    “No dia 22, primeiro dia da primavera, a frente fria deverá chegar ao Sudeste, avançando também pelos estados do Centro-Oeste, onde provocará temporais e poderá chegar ao sudoeste da Amazônia”, informou o Inmet.

    A queda de temperatura será mais intensa no Rio Grande do Sul, mas ao longo da semana o frio se espalhará por todo o Centro-Sul e atingirá até o Norte do país, fenômeno conhecido regionalmente como friagem. 

    La Niña deve influenciar a Primavera

    Um relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) apontou que o  fenômeno La Niña deve marcar a primavera no Hemisfério Sul, alterando o regime de chuvas em razão da maior umidade vinda da Amazônia e da formação de sistemas meteorológicos.

    De acordo com a meteorologista do Inmet, Danielle Ferreira, anos de La Niña costumam trazer redução da chuva no Sul.

     “Observa-se a redução das chuvas na Região Sul, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações”, destacou.

    O fenômeno, porém, não afeta apenas o Sul.

    “As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para o Sudeste, podendo chegar a até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (tropical e sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, explicou Danielle. 

    Diferença entre La Niña e El Niño

    Os fenômenos La Niña e El Niño se formam no Oceano Pacífico Equatorial e exercem influência direta sobre o clima global. Enquanto o El Niño corresponde ao aquecimento anômalo das águas, o La Niña é caracterizado pelo resfriamento.

    “Por isso, a importância do monitoramento de suas condições”, avaliou a meteorologista do Inmet.

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