Casos de bebida adulterada: Rapper é internado em Brasília e mulheres são presas com 162 garrafas em SP
Além disso, Força-Tarefa do Governo de SP apreende 1,8 mil lacres falsos e irmãos são presos
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O avanço de casos relacionados a bebidas adulteradas no Brasil voltou a ganhar destaque nesta quinta-feira (2).
Em Brasília, o rapper Hungria, de 34 anos, foi internado com suspeita de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica. Já no interior de São Paulo, duas mulheres foram presas transportando 162 garrafas de uísque falsificado.
Rapper Hungria internado em Brasília
De acordo com boletim médico do Hospital DF Star, Hungria deu entrada na unidade nesta quinta-feira (2) apresentando cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica.
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O tratamento foi iniciado, mas ainda não há confirmação se o consumo da bebida ocorreu no Distrito Federal, que oficialmente não registra casos confirmados de intoxicação por metanol.
Nascido em Ceilândia, na periferia de Brasília, Gustavo Hungria das Neves ganhou projeção nacional com suas músicas de rap e funk. Nas redes sociais, a equipe do artista informou que ele está sendo acompanhado pelos médicos e que está “fora de risco iminente”.
A agenda de shows prevista para o fim de semana foi cancelada.
Prisão em São Paulo
Na noite de quarta-feira (1º), duas mulheres, de 23 e 34 anos, foram presas em Dobrada, região de Araraquara (SP), transportando 162 garrafas de uísque falsificado.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, elas compraram as bebidas na capital paulista e planejavam revendê-las em Jaboticabal, onde moram. A abordagem ocorreu no km 310 da rodovia Brigadeiro Faria Lima durante operação do Tático Ostensivo Rodoviário.
Além das garrafas, os policiais apreenderam 97 rótulos falsificados de diferentes marcas. As suspeitas foram encaminhadas à Cadeia Pública de São Carlos e permanecem à disposição da Justiça.
O caso foi registrado na delegacia de Matão como falsificação, corrupção ou adulteração de bebidas.
Irmãos presos
Uma força-tarefa do Governo de São Paulo identificou dois irmãos suspeitos de adulterar bebidas alcoólicas na zona sul da capital. Eles são investigados pela Polícia Civil por envolvimento na manipulação e falsificação de destilados.
A operação foi deflagrada na quarta-feira (1º), no Jardim Campo Limpo, após denúncia de que em um imóvel havia embalagens, etiquetas e insumos destinados à produção de bebidas falsificadas.
No local, os agentes encontraram centenas de lacres e tampas de uísques guardados em sacos e caixas, além de três garrafas vazias. Ao todo, foram apreendidos 1,8 mil lacres e tampas de diferentes marcas nacionais e importadas, que foram encaminhados para a perícia.
Um dos suspeitos, de 52 anos, já havia sido indiciado em 2022 por falsificação de bebidas no mesmo endereço, quando a polícia também apreendeu produtos adulterados.
Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita é de que os irmãos retiravam o conteúdo original de garrafas de marcas importadas e de maior valor agregado e o substituíam por líquidos de bebidas mais baratas ou produzidos artesanalmente, recolocando depois tampas e lacres falsificados. O material era então comercializado como se fosse legítimo.
O caso foi registrado no 37º Distrito Policial (Campo Limpo) como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de bebidas. A dupla segue sendo investigada.