Mercado financeiro reduz previsão de inflação para 4,8% em 2025

    Boletim Focus mostra nova queda nas expectativas de inflação; Selic deve seguir em 15% ao ano

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    Mercado financeiro reduz previsão de inflação para 4,8% em 2025
    06deOutubrode2025ás14:14

    Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de inflação para 2025.

    Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, a projeção caiu de 4,81% para 4,80%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,85% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país.

    Para os anos seguintes, as projeções também permanecem próximas: 4,28% em 2026 e 3,90% em 2027.

    A estimativa para 2025 segue acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limite mínimo de 1,5% e máximo de 4,5%.

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    Prévia da inflação

    A prévia da inflação oficial de setembro registrou alta de 0,48%, influenciada principalmente pelo aumento no preço da energia elétrica. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) havia ficado em -0,14%.

    Em 12 meses, o indicador acumula 5,32%, conforme dados do IBGE.

    Os preços dos alimentos caíram pelo quarto mês consecutivo, com recuo de 0,35% em setembro e impacto de -0,08 ponto percentual no índice. Em agosto, a queda havia sido de 0,53%.

    Selic deve permanecer em 15%

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Esse mesmo patamar é projetado pelo Focus há 15 semanas consecutivas.

    De acordo com a ata mais recente do Copom, a taxa deverá ser mantida “por período bastante prolongado” para assegurar que a meta de inflação seja atingida. As incertezas no cenário externo e a moderação no crescimento interno influenciaram a decisão de manter a taxa.

    Para os próximos anos, o mercado prevê redução gradual: 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.

    Taxas mais elevadas encarecem o crédito e estimulam a poupança, o que ajuda a conter a inflação, mas também pode limitar o crescimento econômico. Já cortes na Selic tendem a baratear o crédito, impulsionar o consumo e a produção, mas podem reduzir o controle sobre os preços.

    PIB segue estável

    A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 foi mantida pelo mercado em 2,16%, mesma taxa das últimas quatro semanas. Para 2026, a estimativa é de 1,80%, e para 2027, 1,90%, sem alterações recentes.

    Dólar

    O Boletim Focus também apontou leve queda na expectativa para o dólar. O mercado prevê que a moeda norte-americana encerre 2025 cotada a R$ 5,45, abaixo dos R$ 5,48 projetados na semana passada e dos R$ 5,55 estimados há quatro semanas.

    Para 2026, a cotação esperada é de R$ 5,53, enquanto para 2024, a previsão é de R$ 5,56.

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