Depois do Palmeiras, Grupo Fictor investe R$ 21 milhões no atletismo brasileiro

    Holding com raízes no agro firma maior patrocínio privado da história da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e reforça vínculo entre campo, esporte e marca

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    Depois do Palmeiras, Grupo Fictor investe R$ 21 milhões no atletismo brasileiro
    06deNovembrode2025ás14:43

    O Grupo Fictor, holding com atuação em alimentos, infraestrutura, agronegócio e serviços financeiros, ampliou sua presença no esporte brasileiro.

    Depois do Palmeiras, a empresa anunciou nesta quarta-feira (5) um contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) no valor de R$ 21 milhões até março de 2029, o equivalente a cerca de R$ 6 milhões por ano. Trata-se do maior aporte privado da história da entidade. 

    “Por meio do Efeito Fictor, buscamos transformar cada projeto em um efeito multiplicador de impacto. O patrocínio vem acompanhado de ações mensuráveis, que geram visibilidade, reconhecimento e oportunidades para novos talentos”, afirma Andrea Niccoli, diretora de Marketing e Comunicação do Grupo Fictor. 

    O investimento será focado na formação de base e em ativações de marca ao longo de todo o ciclo olímpico.

    Em parceria com a CBAt, a Fictor apoiará 60 Centros de Formação de Atletismo (CFAs) — conhecidos como “centrinhos” — que devem atender mais de 4 mil crianças e adolescentes em todo o país.

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    O acordo inclui naming rights do Circuito Brasileiro de Corridas de Rua, que passa a se chamar Circuito Brasileiro Fictor de Corridas de Rua; criação do Troféu Fictor para categorias de base no Prêmio Melhores do Atletismo; e presença da marca nos uniformes das seleções brasileiras durante competições sul-americanas. 

    Também prevê ações e experiências nos CFAs, além de produção de conteúdo editorial e digital nas redes sociais e no site da CBAt, reforçando a narrativa de impacto social e engajamento da marca. 

    O contrato inclui cláusula que limita o uso da marca Fictor às áreas de alimentos e infraestrutura, excluindo serviços financeiros, para evitar conflito com a Caixa Econômica Federal, patrocinadora máster da CBAt.

    A iniciativa integra a campanha institucional do grupo, que leva o conceito do Efeito Fictor aos principais espaços publicitários do país, associando o nome da empresa à ideia de transformação social e desenvolvimento humano por meio do esporte.

     “Para nós, o atletismo é um ecossistema inclusivo, estabelecido e nacional, totalmente alinhado à estratégia do grupo de impulsionar resultados e gerar impacto positivo na sociedade. O Efeito Fictor traduz nossa filosofia e mostra como a dedicação, a resiliência e o trabalho podem ser poderosas ferramentas de desenvolvimento — dentro e fora do mundo dos negócios”, destaca Rafael Góis, presidente do Grupo Fictor. 

    No futebol e no agro 

    Além do atletismo, a Fictor é patrocinadora do Palmeiras, com investimento estimado em R$ 30 milhões por temporada em um contrato de três anos prorrogáveis. A marca aparece nas costas da camisa do time masculino e feminino e é patrocinadora máster das categorias de base do clube paulista. 

    A aposta no esporte acompanha o movimento de expansão e diversificação da companhia, que tem 18 anos de atuação em setores estratégicos da economia.

    Com sede na região da Berrini, em São Paulo, o grupo é composto por três divisões principais — indústria alimentícia, serviços financeiros e infraestrutura — e vem aumentando sua presença no agronegócio. 

    A Fictor Agro, braço comercial de grãos do grupo, atua há cerca de nove anos, reúne mais de 800 produtores parceiros e mantém bases operacionais em Rio Verde (GO), Balsas (MA) e Luís Eduardo Magalhães (BA).

    A empresa tem buscado aquisições estratégicas e expansão no setor de alimentos e proteína animal, além de entrada recente no mercado imobiliário, com aporte inicial de R$ 250 milhões no segmento multifamily (locação residencial), em parceria com Brio Investimentos e Greystar.

    Com o Efeito Fictor, a empresa quer consolidar uma narrativa de que o agronegócio também é vetor de inclusão e transformação social — um discurso que combina com a nova fase do grupo, cuja meta é atingir R$ 5 bilhões em receita até 2025.

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