Rinoceronte chega ao Brasil e mobiliza equipe do Mapa
Atanásio tem cinco anos, é do Chile e ficará no zoológico de Itatiba, em São Paulo
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O Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), recebeu no início do mês um rinoceronte-branco vindo do Chile, Atanásio, que mobilizou uma operação coordenada pela equipe do Mapa.
Equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Estado de São Paulo e dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas) acompanharam o desembarque.
Nascido em cativeiro no Chile, o animal chegou ao Brasil em voo cargueiro e foi imediatamente submetido a inspeções sanitárias e documentais antes de seguir viagem para o zoológico de Itatiba (SP), onde ficará sob cuidados de tratadores.
A fiscalização começou ainda na análise dos documentos enviados pelo Chile e foi concluída no primeiro ponto de entrada em território brasileiro. Segundo o Mapa, todos os procedimentos sanitários necessários foram realizados na origem, o que dispensou a quarentena no Brasil.
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A equipe verificou o Certificado Veterinário Internacional, o estado de saúde e o bem-estar do rinoceronte durante o transporte, inspecionou o contêiner utilizado no voo e checou o cumprimento das normas previstas no Vigiagro, o sistema de vigilância agropecuária internacional do Mapa. Concluídas essas etapas, também foram avaliadas as regras ambientais aplicáveis ao transporte de espécies silvestres.

Mapa
O desembarque ocorreu no dia 2 de dezembro, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A atuação do Mapa contemplou a análise da documentação sanitária, o controle de riscos e a verificação das condições de bem-estar animal.
A autorização de importação foi previamente avaliada pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Animal (Sisa-SP). No momento da chegada, a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) conferiu os documentos e as condições de transporte, autorizando o desembarque. Após os trâmites oficiais, o animal foi encaminhado ao Zooparque de Itatiba (SP).
Conforme estabelecido no Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) acordado entre Brasil e Chile, todos os procedimentos sanitários necessários foram realizados na origem, o que dispensou a quarentena no destino.
Atanásio nasceu em cativeiro, tem 5 anos e pesa 1,96 tonelada. Apesar da denominação “rinoceronte-branco”, sua cor é acinzentada. Também conhecido como rinoceronte-de-lábios-quadrados, pertence à maior das cinco espécies existentes no mundo.
Para a autorização da importação, foi necessária a comprovação de que o animal nasceu e foi criado no Chile e permaneceu no país nos seis meses anteriores ao embarque. A autoridade veterinária chilena inspecionou o estabelecimento de origem e atestou a ausência de doenças transmissíveis nos 90 dias anteriores à exportação.
O animal também foi mantido em isolamento sob supervisão oficial por, no mínimo, 30 dias antes da viagem, período no qual realizou os testes exigidos pelo CZI, incluindo exame de brucelose, com resultado negativo.
Após a análise da documentação e das condições de transporte, o Vigiagro autorizou o desembarque, assegurando o cumprimento das exigências sanitárias e priorizando o bem-estar do animal durante toda a operação.
O auditor fiscal federal agropecuário do Vigiagro em Viracopos, André Marcondes, que acompanhou o procedimento, destacou que Atanásio se manteve calmo ao longo de todo o processo, graças ao manejo prévio e ao acompanhamento técnico.
Segundo ele, a operação ocorreu conforme o previsto, com foco no bem-estar animal e na observância dos requisitos sanitários.
Cuidado rigoroso
Considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como espécie “quase ameaçada” de extinção, o rinoceronte-branco exige protocolos rigorosos e monitoramento cuidadoso.
O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, destacou a importância da atuação dos profissionais na linha de fronteira:
“Quando um animal como Atanásio cruza fronteiras e chega ao Brasil, são os Auditores Fiscais Federais Agropecuários que realizam o primeiro filtro sanitário. A fiscalização garante que todo o processo respeitou padrões internacionais de saúde e bem-estar, algo ainda mais crítico quando falamos de uma espécie ameaçada”, afirmou.
Ele lembrou que, embora casos envolvendo grandes mamíferos chamem atenção do público, operações assim fazem parte da rotina dos postos agropecuários internacionais. Diariamente, aeroportos brasileiros recebem animais, produtos e cargas vivas que precisam passar por avaliação técnica para prevenir a entrada de pragas e doenças que podem comprometer a saúde animal, a biodiversidade e a produção agropecuária.