StoneX muda comando no Brasil e prepara nova fase de expansão

    Transição planejada fortalece continuidade, proximidade com clientes e aposta em tecnologia para acelerar crescimento no país

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    Glauco Monte é CEO da StoneX Brasil, onde atua há mais de 20 anos

    Glauco Monte é CEO da StoneX Brasil, onde atua há mais de 20 anos

    05deJaneirode2026ás12:02

    A StoneX informou que Glauco Monte assumiu, em 1º de janeiro de 2026, o cargo de CEO da operação no Brasil. O movimento marca uma nova etapa da estratégia de crescimento, diversificação e ganho de escala no país.

    A mudança ocorre após a transição de Fabio Solferini, que liderou a operação no Brasil e no Paraguai por 15 anos e passa a atuar como Presidente do Conselho. Fernando Mazzanti assume como Vice-presidente no Brasil.

    A sucessão acontece após um ciclo de consolidação da empresa no mercado brasileiro. Em 2025, a StoneX completou 20 anos de atuação no país.

    Glauco Monte atua na companhia há mais de 20 anos. É graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas e possui ampla experiência em serviços financeiros, com atuação em posições de liderança voltadas à gestão de riscos, expansão e sustentabilidade dos negócios.

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    Transição planejada e continuidade

    Segundo a companhia, o processo de sucessão foi estruturado ao longo do último ano para assegurar continuidade operacional, estabilidade e proximidade com clientes e equipes. 

    “Foram 15 anos de muitos desafios, especialmente no começo, mas tenho muito orgulho do que construímos: saímos de uma operação menor para um negócio relevante no Brasil e no mundo. Acredito que os próximos anos podem ser ainda melhores, com novos desafios e uma velocidade maior no futuro”, afirma Fabio Solferini, que permanece ligado à empresa como Presidente do Conselho Executivo.

    Glauco Monte, que anteriormente liderava a área de commodities, afirmou que a estratégia seguirá focada em proximidade com o cliente, inovação e integração de serviços.

    “Queremos acelerar a adoção de novos produtos e o uso de tecnologia para ganhar escala nos próximos anos, além de ampliar um ecossistema integrado, em que o cliente tenha acesso a gestão de risco, captação de recursos e mercados globais com mais informação e eficiência”, diz Glauco Monte.

    Brasil como eixo estratégico e foco no cliente

    A StoneX destaca que a operação brasileira segue como um de seus mercados estratégicos, mantendo a proximidade com o cliente como diferencial competitivo.

    “Nossa principal força sempre foi estar próximo dos clientes e isso precisa ser preservado. É essa proximidade que sustenta relações de longo prazo e um serviço percebido como diferenciado”, ressalta Fernando Mazzanti. 

    Prioridades para o próximo ciclo

    Entre as diretrizes estratégicas para os próximos anos, a companhia destaca:

    • Massificar o acesso à gestão de risco, ampliando conhecimento e soluções de hedge para clientes de diferentes portes;

    • Manter apoio contínuo ao agronegócio em distintos ciclos, incluindo novas frentes de financiamento e estruturas de finanças corporativas;

    • Avançar na diversificação, com expansão para mercados como energia elétrica (trading físico) e leite;

    • Ampliar a plataforma bancária no país, integrando câmbio, crédito, hedge e estruturação, com foco em uma jornada mais completa ao cliente;

    • Ganho de escala com novas verticais previstas para 2026, incluindo StoneX Trading (negociação autônoma) e Banco Comercial.

    Marcos do ciclo anterior 

    Durante a gestão de Solferini, a StoneX ampliou sua capilaridade e infraestrutura no Brasil e na América do Sul. Entre os principais marcos do período, a companhia destaca:

    • 17 escritórios no Brasil e dois no Paraguai;

    • Abertura do StoneX Banco de Câmbio, em 2018, aprovado pelo Banco Central do Brasil;

    • Aquisição da trading suíça CDI-Société Cotonnière de Distribution S.A., em 2022;

    • Expansão das capacidades em gestão de riscos, corretagem, mercado de capitais (dívida), M&A, investimentos, trading e consultoria.

    No plano global, a empresa cita ainda a aquisição, em 2025, da corretora de futuros R.J. O’Brien, alinhada à estratégia internacional de crescimento e geração de sinergias.

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