Cota no México e risco na Venezuela pressionam o mercado de arroz
Dependência das exportações cresce em 2026 diante de estoques elevados, consumo fraco e maior vulnerabilidade externa
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O mercado brasileiro do arroz passou a incorporar de forma mais intensa os efeitos de um ambiente externo que deixou de ser complementar e passou a ser determinante para o equilíbrio doméstico. A análise é da Segundo a consultoria Safras.
Com estoques de passagem elevados, consumo interno estruturalmente enfraquecido e baixa capacidade de absorção do varejo, a exportação assume papel central na formação de preços e na sustentação mínima das margens ao longo de 2026.
“Nesse contexto, qualquer alteração nos principais destinos de escoamento passa a gerar impacto direto e imediato sobre o mercado interno”, pondera o analista e consultor Evandro Oliveira.
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A consolidação da Venezuela como maior importador de arroz em casca do Brasil na temporada comercial 2025/26, com volumes superiores a 165 mil toneladas, tornou-se um dos principais pilares de sustentação do mercado.