Com dívida de R$ 1,3 bilhão, Grupo Formoso pede recuperação judicial 

    Criada pelos irmãos Fausto, Sérgio e Ronan, a Uniggel é a marca mais conhecida do grupo e atua no segmento de sementes  

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    Com dívida de R$ 1,3 bilhão, Grupo Formoso pede recuperação judicial 
    14deJaneirode2026ás09:12

    Um dos conglomerados mais tradicionais do agronegócio brasileiro, o Grupo Formoso, controlador da sementeira Uniggel, apresentou no final de 2025 um pedido de recuperação judicial na tentativa de renegociar o pagamento de R$ 1,3 bilhão em dívidas acumuladas. 

    O pedido do grupo goiano aguarda análise judicial e está sendo conduzida em segredo de justiça. A marca Uniggel é tida como referência na produção e beneficiamento de sementes no Cerrado brasileiro, assim como no esmagamento de soja e de algodão. 

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    No caso do Grupo Formoso, a medida foi tomada antes do recesso judicial de fim de ano para proteger ativos, resguardar empregos e preservar a continuidade das atividades do grupo até que a Justiça analise o pedido. 

    De acordo com os representantes legais do grupo, o pedido tem caráter preventivo e busca evitar a instauração de execuções ou penhoras que possam comprometer ainda mais a operação. 

    O setor de sementes e insumos agrícolas vem enfrentando dificuldades de liquidez, acesso ao crédito e pressões sobre margens em um ambiente econômico desafiador e cada vez mais competitivo. 

    A recuperação judicial é um mecanismo legal que permite a empresas em dificuldades suspender cobranças e renegociar dívidas com credores, mantendo suas operações enquanto um plano de recuperação é formado e aprovado. 

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    Quem faz parte do Grupo Formoso

    O pedido de recuperação abrange várias empresas sob o guarda-chuva do grupo, incluindo:

    •    Formoso Agropecuária;
    •    Formoso Participações;
    •    Sollus Mapito CLI Participações;
    •    Uniggel Indústria e Comércio de Sementes Ltda.

    Também estão incluídos membros da família Garcia, fundadora e proprietária do grupo.

    Impactos 

    A Uniggel era reconhecida como uma das principais sementeiras do país, com faturamento que chegou a quase R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 550 milhões vinham da sementeira.

    Em novembro de 2025, pouco antes do pedido oficial à Justiça, a Uniggel já havia notificado fornecedores sobre a dificuldade em renovar crédito e honrar compromissos financeiros, pedindo prorrogação de vencimentos para fevereiro de 2026 enquanto buscava acordos e novas fontes de financiamento. 

    A marca também foi afetada pela recuperação judicial de clientes, que resultaram em impactos negativos ao caixa, na grandeza de R$ 20 milhões, além de recebíveis da safra anterior que foram negociados.   

    O juiz responsável pela Vara de Precatórios Cíveis e Criminais, Falências e Recuperações Judiciais de Palmas (TO) será quem analisará a admissibilidade do pedido e, caso aceite, definirá a abertura formal do processo e os próximos passos legais. 

    A expectativa do mercado é por uma avaliação judicial nas próximas semanas, que determinará se o pedido será aceito e como serão conduzidas as negociações com credores.

    Enquanto isso, o Grupo Formoso afirma que continua em operação regular, mantendo atividades e compromissos com clientes e fornecedores, na tentativa de atravessar o atual momento econômico sem interromper as funções produtivas. 

    Em nota, a empresa reafirmou o seu compromisso com colaboradores, clientes e fornecedores, com “respeito às relações cultivadas ao longo desses anos, ações reforçadas sempre pela transparência e pautadas pela ética.”

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