Governo de São Paulo extingue cargos em institutos de pesquisa agrícola e é alvo de críticas
Decreto elimina milhares de funções de apoio em institutos públicos de ciência e tecnologia; pesquisadores alertam para impactos na produção científica
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O Governo de São Paulo determinou a extinção de 5.280 cargos ligados aos institutos públicos de pesquisa nas áreas de agricultura, meio ambiente e saúde. A medida foi oficializada por meio do decreto nº 70.410, publicado em 27 de fevereiro, e gerou reação de pesquisadores, que apontam risco de enfraquecimento da estrutura científica do Estado.
A informação foi divulgada pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que afirma que os cargos extintos correspondem principalmente às carreiras de apoio à pesquisa, funções consideradas essenciais para a manutenção de laboratórios, equipamentos e áreas de conservação e experimentação.
"É um duro golpe na estrutura de produção científica e de conservação no Estado de São Paulo, que tem o objetivo claro e específico de acabar com o serviço público", afirma a presidente da APqC, Dra. Helena Dutra Lutgens.
Segundo a entidade, as pesquisas realizadas pelos institutos públicos na área de agricultura foram as mais afetadas, com 2.808 cargos extintos.
As funções atingidas estão ligadas ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA Regional).
O decreto extingue cargos de agente e técnico de apoio agropecuário; agente, técnico e assistente de apoio à pesquisa científica e tecnológica; técnico de laboratório, engenheiro e médico veterinário.