Como o agro brasileiro sai ganhando após o acordo União Europeia-Mercosul?
Café, carne de aves, etanol e açúcar apresentam o maior potencial de ganho com o acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia
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O tratado, que ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, prevê a eliminação de tarifas sobre aproximadamente 92% das exportações do Mercosul para a UE ao longo dos próximos anos, com cronogramas de redução que variam de imediatamente para até dez anos, de acordo com o tipo de produto.
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Isso se traduz em aproximadamente 5 mil itens com acesso preferencial ao mercado europeu, a maioria com tarifas zeradas a partir do início de sua vigência, contabilizou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em outras palavras, é esperado que 77% dos itens agropecuários exportados tenhas as barreiras tarifárias zeradas quando o acordo estiver em pleno funcionamento.
Especialistas avaliam, contudo, que o texto atual deve trazer algum desequilíbrio entre setores produtivos. Enquanto os sul-americanos ganham espaço para escoar principalmente produtos agrícolas, a Europa sai beneficiada com a redução de impostos para bens industriais, como máquinas, automóveis, produtos químicos e farmacêuticos, o que deve pressionar o mercado interno desses itens.
No geral o acordo forma o maior bloco de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de pessoas e um mercado de US$ 22 trilhões, ou seja, 20% do Produto interno Bruto (PIB) global.