Pix muda regras de segurança e devolução

    Atualização reforça combate a fraudes, amplia rastreamento das transferências e acelera a devolução de valores

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    Pix muda regras de segurança e devolução
    02deFevereirode2026ás16:32

    As  novas regras de segurança do Pix entram em vigor nesta segunda-feira (2) e ampliam a capacidade de rastreamento e devolução de valores transferidos de forma indevida. 

    As mudanças, definidas pelo Banco Central,  fortalecem o combate a fraudes, golpes e situações de coerção, com foco em reduzir o tempo de resposta e aumentar a recuperação dos recursos. 

    A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a permitir um acompanhamento mais eficiente do caminho percorrido pelo dinheiro após a transação. 

    Com as novas regras, os recursos poderão ser rastreados mesmo quando são rapidamente transferidos para outras contas — prática comum em crimes financeiros.

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    O objetivo é ampliar a capacidade de bloqueio e devolução dos valores, ainda que eles circulem por contas intermediárias. 

    Segundo a expectativa do Banco Central, o novo modelo deve elevar de forma significativa a taxa de recuperação dos recursos e reduzir o êxito das fraudes. Especialistas estimam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes considerados bem-sucedidos. 

    Outra frente relevante é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além da ampliação do uso do autoatendimento nos aplicativos. Com isso, a contestação de transações tende a se tornar mais simples e rápida para o usuário.

    O BC ressalta que o MED deve ser acionado apenas em casos de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não se aplica a situações em que o próprio usuário envia um Pix para um destinatário errado por erro de digitação. 

    Em outubro, o Banco Central já havia determinado que todas as instituições financeiras disponibilizassem o MED por meio de um botão de contestação nos aplicativos. A medida funcionou como etapa preparatória para a adoção das novas regras agora em vigor.

    O que muda com as novas regras do Pix

    • MED passa a ser obrigatório: todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.

    • Rastreamento do dinheiro entre contas: a devolução deixa de ficar restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema passa a rastrear transferências para contas intermediárias.

    • Bloqueio automático de contas suspeitas: contas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas de forma imediata, antes mesmo da conclusão da análise.

    • Prazo menor para devolução: o Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação, prazo inferior ao praticado anteriormente.

    • Compartilhamento de informações entre instituições: bancos passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, facilitando o bloqueio e a restituição dos recursos.

    • Autoatendimento para contestação: a vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato humano.

    O que o correntista deve fazer em caso de golpe

    • O cliente deve contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;

    • A instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;

    • Os recursos são bloqueados na conta do suspeito;

    • As instituições analisam o caso;

    • Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;

    • Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

    Criado em 2021, o MED é um dos principais pilares de segurança do Pix. Com as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas para crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

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