Rússia suspende exportações e menor oferta de fertilizantes pressiona o Brasil
Aperto global na oferta eleva custos, limita acesso a insumos e aumenta riscos para a produtividade nas próximas safras
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A suspensão das exportações de nitrato de amônio pela Rússia deve apertar ainda mais a oferta global de fertilizantes, pressionar custos e elevar o risco de queda na produtividade agrícola no Brasil.
O país russo decidiu interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril, para garantir estoque suficiente durante a temporada de plantio da primavera, segundo a Reuters.
A medida ocorre em um cenário já restrito e pode resultar em menor produtividade e até redução de área plantada, diante do uso mais limitado de insumos.
A Rússia responde por até 40% do comércio mundial de nitrato de amônio e foi responsável por 95,6% das importações brasileiras do produto.
Outras origens têm participação marginal, como Estados Unidos (2,5%), além de Suécia, Egito, Bulgária e México, sem capacidade de suprir a demanda no curto prazo.
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O nitrato de amônio é substituto da ureia, que já enfrenta preços elevados e baixa disponibilidade em meio às tensões no Oriente Médio.
Pressão global e disputa por oferta