BNDES libera R$ 411 milhões para Suzano modernizar fábricas e investir em inovação
Financiamento apoia digitalização industrial, projetos de pesquisa e expansão tecnológica em unidades da companhia no Brasil
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 411,4 milhões em financiamentos para a Suzano, com foco na modernização de unidades industriais e no avanço de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
Do total, R$ 280 milhões serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos com tecnologia de internet das coisas (IoT), além de sistemas de controle e monitoramento remoto das operações. Outros R$ 131,4 milhões vão financiar iniciativas voltadas à inovação tecnológica.
Os recursos, oriundos do programa BNDES Mais Inovação e com custo atrelado à Taxa Referencial (TR), também contemplam a compra de bens de informática e automação, com o objetivo de ampliar a conectividade das operações industriais.
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Segundo o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, os investimentos devem reforçar a posição da companhia no cenário internacional.
“Esses novos investimentos ampliarão a competitividade das nossas operações, sobretudo florestais, permitindo que a Suzano se mantenha entre as empresas de menor custo de produção de celulose do mundo. Como líderes globais do setor, nosso desafio é garantir que estejamos preparados para gerar resultados em qualquer cenário de preços”, afirma.
Novo ciclo de investimentos
Além desse pacote, o BNDES já havia aprovado, no fim de 2025, um financiamento adicional de R$ 451,7 milhões para a empresa. Os recursos, provenientes do Finem (R$ 342,8 milhões) e do Fundo Clima (R$ 108,9 milhões), são voltados à modernização, revitalização de estruturas e ampliação da capacidade de armazenagem.
O plano de PD&I da Suzano reúne 49 iniciativas, abrangendo diferentes frentes da cadeia produtiva. São:
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11 projetos de genética e melhoramento
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12 de manejo florestal
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13 voltados a papel, bens de consumo e fluff
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6 de celulose
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2 de gestão da inovação
As iniciativas são conduzidas em diversas unidades da companhia, distribuídas por diferentes regiões do país, incluindo Aracruz (ES), Imperatriz (MA), Itapetininga (SP), Jacareí (SP), Limeira (SP), Mogi das Cruzes (SP), Mucuri (BA), Ribas do Rio Pardo (MS), Suzano (SP) e Três Lagoas (MS).
A empresa também mantém parcerias com instituições de pesquisa e ensino, incluindo Embrapa, Senai, Embrapii, Ipef, IEL e universidades federais e estaduais.
Alinhamento com sustentabilidade
O projeto financiado está alinhado a metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com impactos previstos em crescimento econômico (ODS 8), inovação e infraestrutura (ODS 9) e redução das desigualdades (ODS 10).
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio reforça o papel da indústria de base tecnológica no país.
“Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo do presidente Lula”, afirmou. “Por meio do crescimento de árvores, a atividade promove a captura de CO2 da atmosfera, reduzindo a disponibilidade de gases que causam o efeito estufa”.
É o segundo grande aporte do banco para empresa nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, o BNDES tinha aprovado R$ 451,7 milhões para a Suzano S.A.
O recurso será destinado à modernização, revitalização de estruturas e ampliação da capacidade de armazenagem das unidades industriais de Aracruz (ES), Limeira (SP), Mogi das Cruzes (SP), Mucuri (BA) e Três Lagoas (MS).
Liderança global no setor
Com cerca de 100 anos de atuação, a Suzano é líder mundial na produção de celulose e uma das maiores fabricantes de papel da América Latina. A empresa possui capacidade anual de produção de 13,4 milhões de toneladas de celulose e 2 milhões de toneladas de papel, respondendo por 42% e 12% da produção nacional, respectivamente.
A companhia opera de forma integrada, desde o desenvolvimento de mudas até a distribuição final dos produtos, e exporta para mais de 100 países.